Economia

Vendas de veículos crescem perto de 10% em oito meses

Mesmo com o recuo de agosto, entidade representativa do setor mantém expectativa de alta de 11% para o ano
06 de setembro de 2019 às 09:20

A indústria brasileira de veículos automotores acumula, até agosto, alta de 9,9% nas vendas em comparação com igual período do ano passado. De acordo com informações divulgadas nesta quinta (5) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), os emplacamentos somam 1,790 milhão de unidades.

Agosto, no entanto, teve desempenho negativo. As vendas de 243 mil unidades foram 2,3% inferiores ao mesmo mês do ano passado e 0,3% em relação a julho. A principal causa, segundo a entidade, foi o menor número de dias úteis em agosto.

Para o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, as vendas devem crescer 11% no ano, tendo em vista o acumulado registrado. Segundo ele, normalmente, o segundo semestre sempre é melhor do que o primeiro e, neste ano, vem aliado a outros fatores. "A redução da taxa Selic está vindo para o CDC, principal ferramenta de financiamento, e os bancos estão com apetite de oferecer mais crédito, e a inadimplência está sob controle. Não será um grande crescimento, mas melhor do que o primeiro semestre", disse.

Vendas externas caem em razão da Argentina

A exportação de veículos montados caiu 12,8% em agosto sobre julho, totalizando 36,7 mil unidades. Na comparação com agosto do ano passado, a queda foi de 34,6% e, no acumulado de 2019, é 37,9%. "Estamos preocupados com esses números desde o começo do ano. Temos informado que a dependência do mercado argentino no setor é muito alta, em torno de 70%. A Argentina, que passa por uma crise desde o começo do ano, tem uma eleição agora, um momento delicado. É um desafio para o setor e não vemos no curto prazo uma solução que possa ter um impacto positivo", alertou.

Segundo a Anfavea, a produção nacional acumulada no ano apura alta de 2%, com total superior a 2 milhões de unidades. O mês de agosto contabilizou 269,8 mil veículos, queda de 7,3% sobre o mesmo período do ano passado e alta de 1,1% em relação a julho.





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