Economia

Vendas de implementos rodoviários crescem 33,5%

Pela primeira vez, reboques e semirreboques lideram negócios no setor
13 de janeiro de 2020 às 14:38

Vendas de chassi sobre carrocerias ainda seguem em volumes tímidos (Foto Divulgação, Banco de Dados, Folha de Caxias)

As vendas de implementos rodoviários no mercado nacional totalizaram 120.557 unidades no ano passado, com incremento de 33,5% sobre 2018. É o segundo aumento seguido, após três exercícios – 2015 a 2017 – de variações negativas, que somaram recuo em torno de 70% sobre o melhor resultado, em 2011, quando foram entregues perto de 191 mil unidades.

Historicamente, o setor tem como carro-chave o segmento de carrocerias sobre chassis, definidos como leves, na proporção de venda de 1,8 a dois produtos em relação a de reboques e semirreboques. Em 2019, a lógica se inverteu. Os veículos pesados, de maior valor agregado, somaram 63.494 unidades, alta de 42%. Os leves consolidaram pouco mais de 57 mil, com elevação de 25%.

Para 2020, a expectativa da indústria é de novo desempenho positivo, com tendência de repetir o percentual de 2019. Na avaliação de Norberto Fabris, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Rodoviários (ANFIR), existe espaço para a retomada mais robusta dos produtos leves diante do esperado aumento das operações urbanas para atender ao mercado de consumo.

Tomando por base os resultados a partir de 2011, o segmento de pesados apresentou no ano passado seu segundo melhor desempenho, abaixo somente de 2013, quando apurou perto de 71 mil unidades. Já o de leves tem mercado muito grande a recuperar, pois alcançou 107 mil emplacamentos em 2013 e teve seu pior resultado em 2017, de 35,5 mil unidades. “A queda de mercado é muito rápida, enquanto o retorno é sempre um movimento mais lento. Mas a atual curva positiva está se desenhando de forma consolidada, o que indica que poderemos ter um ano muito bom para a indústria de implementos rodoviários”, assinala.

Dentre as 15 famílias no segmento de veículos rebocados, apenas três apresentaram números negativos no ano passado. Os modelos canavieiros tiveram recuo de 17% e, os tanques de inox, 31%. Os tanques de alumínio recuaram 95%, com entrega de somente duas unidades. O maior incremento, de 67%, foi consolidado na família de dollys, equipamento acoplado ao semirreboque para aumentar e distribuir a capacidade de carga do conjunto. Os veículos graneleiro e carga seca seguem líderes de mercado, com 16 mil unidades, crescimento de 42% e participação de 25% no total.

No segmento de leves, as seis famílias tiveram variações positivas. A mais relevante, de 230% deu-se na linha de betoneiras, totalizando 568 unidades, reforçando a sensação de recuperação na indústria da construção civil. Os baús alumínio e frigorificados constituem o maior volume, com 23.943 entregas, e crescimento de 16%.

No mercado externo, as vendas consolidadas foram as piores nos últimos 10 anos. Em relação a 2018, o recuo foi de 34%, para 2,7 mil embarques. De 2011 a 2013, as exportações oscilaram na casa de 5,4 mil a 5,8 mil unidades. Nos anos iniciais da crise, de 2014 a 2017, os volumes giraram, em média, na casa de 3,5 mil implementos.