Economia

Valor médio para o presente dos pais será de R$ 173,80

Data é uma das que menos gera vendas para o comércio
05 de agosto de 2019 às 10:04
Foto: Thiago da Luz Machado

Posicionada entre a quarta e quinta posição dentre as datas comemorativas que reforçam o caixa do comércio, o Dia dos Pais deve trazer incremento não superior a 3% sobre o mesmo período do ano passado para o varejo de Caxias do Sul. O resultado decorre do aumento de 9% no ticket médio a ser investido nos presentes, que ficará em R$ 173,80, mas combinado com uma redução de quase seis pontos, de 74% no ano passado para 68% neste, nas intenções de compras. Dentre os 32,5% que não pretendem comprar, 57% alegam falta de dinheiro.

Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul e apresentados na manhã desta sexta. “O consumidor segue cauteloso e inseguro”, observou o presidente da entidade, Ivonei Pioner. Conduta que também se expressa na forma de pagamento dos presentes.

A pesquisa indicou que 70% pretendem pagar à vista, por meio de dinheiro ou cartão de débito, parcela inferior ao ano passado, que foi de 76%. A opção pelo cartão de crédito avançou de 22% para 26%, mas a maioria, em torno de 65%, parcelará em, no máximo, três vezes. “A penúria decorrente da crise trouxe ensinamentos. O consumidor se mostra mais criterioso nas compras. Embora isto traga prejuízos ao varejo, é bom que o cliente tenha maturidade. O consumo atual está em expansão lenta, mas consistente, e traz como fato importante redução no estoque da dívida”, avaliou. A pesquisa aponta que 47% gastarão menos do que no passado; 32% repetirão o valor; e 21% investirão mais.

De acordo com a pesquisa, 60% das compras se concentrarão nos dias úteis da próxima semana, o que deve gerar movimento extra, principalmente, em lojas de vestuário e calçados. Do total dos entrevistados, 55% indicam produtos destes segmentos como preferidos para presentear. Na sequência, pela ordem, aparecem perfumes, artigos de uso pessoal, celular e eletrônicos, jóias, óculos e relógios, e livros, com índices variando de 11% a 5% nas intenções de compra.

As lojas de rua do Centro representam para 51% dos entrevistado o local preferido para compra, juntamente com as que operam em shoppings, 33%. Pela pesquisa, apenas 4,5% comprarão em lojas de bairros e 6% pela internet. Os supermercados também devem perceber movimento extra. A pesquisa da CDL aponta que 67% dos entrevistados pretendem organizar um almoço em casa. Outros 26% optarão pelos restaurantes.