Economia

VOGES: Credores rejeitam propostas de compra

Nova assembleia foi marcada para o dia 16 de julho
21 de junho de 2019 às 13:24
Foto: Uliane da Rosa, Divulgação

Os participantes da segunda convocação da assembleia de credores da Voges, realizada na manhã de quarta (19), rejeitaram as duas propostas de compra, que foram abertas pelo juiz Clóvis Mattana Ramos. A primeira, de autoria da Mercosul Indústria de Motores Elétricos, que tem como proprietário Carlos Eduardo França, adquirente que não efetivou o pagamento da compra anterior, ofereceu R$ 20 milhões, sendo R$ 1 milhão de entrada, 10 dias após a homologação da venda, e outras 36 parcelas. A segunda proposta apresentada pela Metalcorte Fundição trazia o valor de R$ 22 milhões, sendo R$ 4 milhões também após 10 dias de homologação da venda, e 60 parcelas de R$ 300 mil. Por meio de votação eletrônica, 56% dos presentes, na maioria trabalhadores, rejeitaram as propostas.

A segunda votação seria para aprovar ou rejeitar o novo plano de recuperação judicial. Em caso de rejeição, a consequência direta seria a falência. Porém, os representantes da Voges solicitaram suspensão da assembleia. O administrador judicial, Nelson Luiz Sperotto, colocou em votação o pedido, alertando que se não houvesse votação, poderia haver contestação e anulação da assembleia. A suspensão foi aprovada por 59% dos presentes. O Banrisul, maior credor inserido da classe de garantia real, definiu a votação.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Assis Melo, criticou a iniciativa de representantes da empresa de tentarem convencer as pessoas a votar pela proposta de compra pela própria Voges, que é ré no processo. “Não é possível entender como a ré pode apresentar uma proposta de compra. Não conseguiram convencer os credores, mas a suspensão da assembleia. Isso é uma sacanagem com os trabalhadores", avaliou. A próxima assembleia ficou marcada para 16 de julho, às 9h, também no Jockey Clube





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