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VITIVINICULTURA: Cooperativa Garibaldi recebe volume histórico de uvas

A Cooperativa Vinícola Garibaldi recebeu mais de 24,2 milhões de quilos de uva na safra 2018/2019. É o maior volume registrado nos últimos 35 anos na história da
02 de abril de 2019

A Cooperativa Vinícola Garibaldi recebeu mais de 24,2 milhões de quilos de uva na safra 2018/2019. É o maior volume registrado nos últimos 35 anos na história da cooperativa. Essa quantidade de matéria-prima deve render a produção de 19 milhões de litros de bebidas.

Desse montante de uvas, 56% destinam-se à elaboração de sucos. A fatia reservada para produção de espumantes é de 25% do total recebido. “A Cooperativa Vinícola Garibaldi aposta na consolidação dos espumantes como referencial de seu portfólio. Tanto que registramos crescimento de 84% no processamento de uvas brancas para a fabricação dessa bebida. Somado aos investimentos permanentes na qualidade dos rótulos, esperamos alavancar nossa participação de mercado nesse segmento, conquistando mais parceiros de negócios, premiações e reconhecimento da marca”, adianta o presidente Oscar Ló. Da safra recebida, ainda há destinação de 10% para produção de filtrado doce e 9% para os vinhos.

Também o nível da matéria-prima chamou a atenção. “Foi uma safra com boa qualidade, que nos garantiu bons volumes de matéria-prima e, principalmente, manutenção do padrão do ano passado”, comenta o enólogo Ricardo Morari.

O elevado patamar de qualidade pode ser percebido especialmente no tocante aos insumos necessários para a elaboração de espumantes. “Observamos uma degradação bem lenta dos ácidos das uvas. Então, conseguimos vinhos base para espumantes com frescor muito bom e com perfil aromático limpo, bem interessante para a bebida. Colhemos as uvas no ponto de maturação adequado e com um conteúdo de acidez importante para termos frescor nos espumantes”, acrescenta Morari.

A colheita da safra começou no início de janeiro e seguiu até a segunda quinzena de março. “No princípio, tivemos um período de maior incidência de chuvas, mas que não chegou a comprometer a qualidade das uvas para espumantes, como Chardonnay e Pinot Noir, colhidas logo cedo. Depois, as condições climáticas ajudaram, o tempo firmou na Serra gaúcha e conseguimos manter o padrão de qualidade dos vinhos base que vamos utilizar nos espumantes e sucos. As uvas vieram com uma boa maturação”, explica. Até mesmo a variedade Isabel, colhida com um pouco menos de cor em relação aos outros anos, surpreendeu pelo alto índice de açúcar.





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