Cidades

UCS reduz quadro de professores

Como costumeiramente ocorre em todo início de ano, a Universidade de Caxias do Sul (UCS) realiza readequações no seu quadro funcional. Demitindo e contratando novos profissionais.
12 de março de 2019

Como costumeiramente ocorre em todo início de ano, a Universidade de Caxias do Sul (UCS) realiza readequações no seu quadro funcional. Demitindo e contratando novos profissionais. Neste ano, no entanto, de acordo com o coordenador do Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro) de Caxias, José Carlos Monteiro, o processo é diferente. Apenas demissões. “Foram 65 professores que perderam o emprego, com algumas aposentadorias. Não há reposição”, salientou.

Segundo Monteiro, as informações repassadas pela reitoria da UCS indicam como motivo para esta decisão a diminuição de alunos, já sentida há algum tempo. Também usa como argumento a crise econômica, que teria causado danos significativos em todas as esferas. “Junto com todos estes fatores há o aumento significativo de concorrência no ensino superior. Somente em Caxias há registro de 62 instituições, incluindo as de educação a distância”, ressaltou.

Nas demais instituições de ensino superior existentes na cidade, Monteiro disse que todas passam em algum momento por reformas estruturais. Algumas já a fizeram na metade de 2018. “Mesmo com o Rio Grande do Sul registrando, nos últimos anos, incremento de 3% a 4% de novos estudantes no ensino superior, de certa forma, todas estão sofrendo com a alta concorrência, o que resulta na pulverização dos alunos”, explicou. Procurada para se manifestar sobre as demissões, a UCS, por meio da assessora de imprensa, informou que não abordaria o assunto por tratar-se de questões internas.

Migração para o ensino a distância

De acordo com José Carlos Monteiro, a situação é bem mais favorável nos educandários que atendem o ensino médio e fundamental da rede privada de Caxias. Salienta que também existem demissões, mas que são readequações, com novas contratações. Em toda a rede privada de ensino, Caxias conta com algo em torno de 2,8 mil professores. “Ainda não se sabe se o ensino a distância veio para ficar. Mas é visível que as próprias universidades e faculdades que operam nos moldes tradicionais já estão partindo em alguns segmentos para esta modalidade. No entanto, elas enfrentam maior dificuldade se comparadas com instituições mais mercantilistas, que possuem conhecimento mais avançado e, portanto, são mais hábeis no desempenho deste tipo de oferta de aprendizado”, explicou.

Situação de funcionários não sofre alterações

O diretor administrativo do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Privado da Serra, Ademar Sgarbossa, informou não ter observado redução significativa do quadro de funcionários nas instituições de ensino privado, tanto da educação básica quanto da superior. “O que ocorre são ajustes. É comum substituir um funcionário mais antigo por outro, normalmente com salário inferior e sem adicionais por tempo de serviço. Contudo, não dá para afirmar que está ocorrendo redução significativa do quadro de funcionários. A situação pode estar localizada em alguma instituição, mas em outras existe aumento do quadro funcional. Principalmente, nas instituições da educação básica mais tradicionais”, frisou.





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