Variedades

Trabalho sobre diversidade vence prêmio de moda

Ganhadores da 26ª edição do Prêmio Cootegal Design de Moda foram conhecidos na noite de segunda (8)
10 de julho de 2019 às 09:48

O curso de Design de Moda da Universidade de Caxias do Sul e a Cooperativa Têxtil de Galópolis (Cootegal) revelaram na noite de segunda (8), no Campus 8, os vencedores da 16ª edição do Prêmio Cootegal Design de Moda. A proposta oportunizou aos alunos a prática no manuseio de tecidos de lã através do processo de moulage, forma avançada de modelagem na qual o estilista desenvolve a criação da roupa ou molde no corpo de alguma pessoa ou manequim, aprimorando caimento e acabamento.

Os alunos produziram um portfólio de coleção inspirado em referências pessoais, com um look escolhido para confecção e apresentação. A avaliação ficou a cargo dos representantes da Cootegal, Fernando Marchioro (presidente), e Sidnei Canuto (diretor), e dos profissionais do mercado da moda, Gabriela Pegorini, Guadalupe Bolzani e Ilda Maria Pegoraro Fedrizzi.

O vencedor, premiado com uma viagem nacional para participar de feira, evento ou curso de qualificação na área de Design de Moda, foi o acadêmico Eliseu Francisco da Silva Junior. Seu trabalho, intitulado To Be An Angel, nasce da desconstrução de mais um mito gerado pela ignorância, conforme explica. "A imagem do anjo é geralmente associada à perfeição estética, sempre acompanhado de asas esplendorosas de penas alvas. A verdade é que essa imagem foi construída através da apropriação de diversas culturas com o passar dos anos".

A escolha dos tecidos referenciou a honra dos anjos, com fibras naturais como lã e algumas peças de tricoline 100% algodão. "A silhueta da coleção é capaz de abraçar diversos corpos sem distinção de masculino ou feminino, com o intuito de promover a diversidade. Afinal, a desconstrução dos ideais binários é necessária para ser um anjo", considera.

Entre os destaques do trabalho, ele elenca a inovação, ao apresentar um produto híbrido, mutável, que também poderia ser um acessório. "Para mim, a parte mais importante é ganhar o concurso trazendo um tema tão importante socialmente, questionar o papel do gênero na sociedade, a questão da masculinidade tóxica e traduzir tudo isso em um trabalho bonito e leve. Fico muito feliz", definiu. Com menções honrosas foram destacados os trabalhos “Caos”, de Giovana Pessin Menezes, e “Meu silêncio”, de Paolla Bianka Casanova.