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Trabalhadores paralisam contra a possível privatização dos Correios

12 de setembro de 2019 às 09:21
Foto: Marcelo Camargo, Agência Brasil, Divulgação

Os trabalhadores dos Correios decretaram greve geral, por tempo indeterminado, desde a manhã desta quarta (11). Embora ainda esteja avaliando o real impacto da paralisação, a empresa afirma que os serviços foram parcialmente afetados. Já a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) garante que o movimento é nacional. “A categoria se mostrou consciente da gravidade da situação e decretou greve por tempo indeterminado”, assegura a Findect, em nota. Segundo a entidade, foi esta a forma encontrada pelos funcionários da estatal para se opor à proposta do governo federal de privatizar os Correios. Os trabalhadores também tentam pressionar a direção da empresa a negociar a manutenção de direitos trabalhistas e dos atuais salários no futuro acordo coletivo de trabalho, que está por ser assinado.

No mês passado, a União incluiu os Correios no Plano Nacional de Desestatização e inaugurou a fase de estudos para privatizar, total ou parcialmente, a empresa e outras 17 estatais. A abertura de estudos não indica necessariamente que uma empresa será privatizada, restando, como alternativa para as companhias federais incluídas no plano a assinatura de parcerias com o setor privado.

Além do receio da privatização, os representantes da categoria temem a redução salarial e a perda de benefícios. “Querem reduzir radicalmente os salários e benefícios para diminuir custos e privatizar os Correios”, afirma a Findect. Também em nota, a direção dos Correios afirma já ter apresentado aos trabalhadores os números que revelam a “real situação econômica da estatal”. De acordo com a direção, os prejuízos operacionais acumulados chegam a R$ 3 bilhões.





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