Economia

Trabalhador poderá sacar R$ 500 do saldo do FGTS

25 de julho de 2019 às 08:44
Foto: Jose Cruz, Agência Brasil/Divulgação

O governo federal confirmou, em solenidade nesta quarta, as novas regras para saque do FGTS, do PIS e do Pasep, que ficará limitado, neste ano, a R$ 500 por conta. Na avaliação do governo, a medida injetará R$ 30 bilhões na economia neste ano – R$ 28 bilhões do FGTS e R$ 2 bilhões do PIS/Pasep – e R$ 12 bilhões em 2020.

De acordo com o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, a liberação permitirá à economia crescer 0,35 ponto percentual adicional nos próximos 12 meses. Também projetou que 2,9 milhões de empregos formais deverão ser criados nos próximos 10 anos com as medidas anunciadas. “Não me parece um efeito pequeno. Além do crescimento de curto prazo, a liberação do saque vai elevar em 2,6% o PIB por habitante nos próximos 10 anos, e aumentar em 5,6% a população ocupada no mesmo período”, afirmou.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, explicou que a medida não é apenas de curto prazo, porque o saque na conta do trabalhador ocorrerá todos os anos. Segundo ele, as novas regras reduzem a rotatividade e aumentam a produtividade, porque o trabalhador que precisa de algum dinheiro em momento de desespero deixará de pedir para ser demitido e para receber o FGTS, permanecendo na empresa e se aprimorando. “[A nova regra de saque] não é um teco do voo da galinha. É um aumento de renda permanente para quem ficar empregado, lutar para ficar empregado, se aprimorando e aumentando a produtividade”, disse. Ressaltou que, diferentemente do saque das contas inativas em 2017, que liberou R$ 44 bilhões para 25 milhões de pessoas, o governo está liberando R$ 42 bilhões em 2019 e 2020 para 96 milhões de trabalhadores.

A liberação do saque imediato de até R$ 500 por conta vinculada terá início em setembro e irá até dezembro. O trabalhador também terá autorização para o saque no mês de aniversário. Os interessados em migrar para esta modalidade terão que comunicar à Caixa a partir de outubro.





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