Cidades

Sesi com@Ciência atrai mais de 11 mil visitantes

Número de participantes dobrou na segunda edição em relação à primeira
02 de outubro de 2019 às 10:01

Os números do Sesi com@Ciência 2019 mais do que confirmam a necessidade de tornar a educação um foco definitivo de atenção da sociedade. Em apenas dois dias de programação  gratuita e de múltiplas atividades, o Centro de Eventos FIERGS, em Porto Alegre, recebeu 11 mil pessoas, 200 projetos, protótipos de 28 cidades na Mostra Científica, desenvolvidos por 832 estudantes que frequentam algum programa educacional do Sesi-RS, e 35 palestrantes e painelistas. "

Em relação ao primeiro ano do evento, o público mais do que dobrou. O futuro só virá com coisas boas se trabalharmos para isso e a educação pode, e deve ser prioridade", comentou o presidente da FIERGS, Gilberto Porcello Petry. Desde os pequenos da modalidade contraturno escolar aos jovens das Escolas Sesi de Ensino Médio, até os alunos da Educação de Jovens e Adultos de todo o estado, professores da rede e também de escolas privadas e públicas, gestores em educação e pais, o Sesi-RS mobilizou este público para um objetivo comum: desenvolver e melhorar os caminhos da educação no Brasil. "É muito bom poder dizer que é para o Brasil e não somente para o Rio Grande do Sul", destacou o superintendente do Sesi-RS, Juliano Colombo. Colombo fez referência ao reconhecimento e recomendação por parte da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, área do Ministério da Educação, para o modelo de consultoria de educação do Sesi-RS junto à prefeitura de Panambi. "Neste caso, a comunidade entendeu a urgência que é a educação como cidade e que não cabe a ninguém ficar de fora, professores, alunos, pais e empresários", complementa a gerente da área de educação do Sesi-RS, Sônia Bier.  

Exemplos a seguir

Em relação aos temas tecnológicos, algumas das palestras da segunda edição do Sesi com@Ciência chegaram a emocionar professores e jovens na plateia. A educadora Debora Garofalo, que atua a 14 anos na rede pública de São Paulo e foi considerada uma das 10 melhores professoras do mundo pelo Global Teacher Prize 2019, foi uma delas. Em sua apresentação, ela contou sobre a experiência de dar aula de tecnologias na Comunidade Alba, na periferia de São Paulo, que apresenta um dos maiores índices de violência urbana e tráfico de drogas na cidade. Segundo ela, o local, que fica na Zona Sul, próximo a bairros nobres como Jabaquara, e do Parque Ibirapuera, sequer tem saneamento básico. E as crianças vivem uma realidade ainda mais dura. "70% dos pais ou mães das crianças estão presos. A escola estava rodeada de lixo, o que provocava mau cheiro, doenças e alagamentos em dias de chuva. Tive a ideia de transformar esse lixo em robótica", contou. A princípio, os alunos não gostaram da proposta de ir recolher lixo nas ruas. Ela sugeriu, então, que eles levassem os celulares e fotografassem a missão. O resultado é que não só registraram o lixo e a sucata, como também passaram a refletir sobre a situação em que viviam. Em outro momento, a professora coordenadora da Área de Matemática do Programa de Formação de Professores do Sesi-RS, Mônica Bertoni, ministrou a "Oficina Construção de Modelos Mentais". Ela tem 81 anos e é percebida no meio pedagógico como um exemplo de busca pelo conhecimento e adaptação aos novos tempos. Quando completou 80 anos, Mônica foi para a Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, para fazer mais um curso de aperfeiçoamento. Entre autoridades e nomes conhecidos que realizaram palestras no Sesicom@Ciência, o navegador Amir Klink, um dos grandes ícones da superação de desafios pessoais, declarou o quanto aprendeu ao mergulhar em busca de conhecimento em livros e pesquisas durante o planejamento de suas viagens. Ele disse que primeiro é preciso construir seu próprio barco para depois poder velejar e seguir em sua viagem. "No mar, não é possível cortar caminho. E na educação também não é possível. Temos que construir o caminho", concluiu.





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