Cidades

Serra tem fila de 2,5 mil pacientes para cirurgias de traumatologia

Número foi revelado durante encontro promovido, em Caxias do Sul, pelo Parlamento Regional
02 de julho de 2019 às 12:57
Foto: Gustavo Tamagno Martins, Divulgação

A busca por estratégias para zerar a fila de espera por cirurgias de traumatologia foi a principal discussão do fórum "Diagnóstico dos Hospitais da Serra Gaúcha", realizado no plenário do Legislativo caxiense. O encontro, que buscou traçar um diagnóstico dos hospitais da região, foi promovido pelo Parlamento Regional da Serra Gaúcha.

Segundo um levantamento realizado pelo grupo, a Serra, atualmente, conta com cerca de 2.500 pessoas que aguardam por cirurgia de alta complexidade em traumatologia. Em alguns casos, a espera ultrapassa o período de um ano. Recentemente, o governo do Estado anunciou o Hospital Beneficente São Carlos, de Farroupilha, como mais um centro de referência para traumato-ortopedia, descentralizando o serviço, que, antes, era responsabilidade única do Hospital Pompéia, de Caxias do Sul, que atende 49 municípios.

Através dos dados apurados, o fórum buscou entender a situação dos hospitais da região serrana no que diz respeito à sua estrutura física, operacional e financeira, à estratégia orçamentária do governo estadual para a saúde, e o posicionamento dos municípios quanto à qualidade do serviço oferecido para a população. Monica Mattia, coordenadora-executiva do Conselho Regional de Desenvolvimento (Corede) Serra, apresentou um estudo dos projetos da área da saúde que integraram o plano estratégico de desenvolvimento regional 2015-2030. Ela defendeu que deve haver maior transparência nas informações sobre leitos da UTI nos hospitais da região.

A representante da Secretaria Estadual da Saúde, Solange Sonda, informou que o Hospital São Carlos já tem estrutura adequada para atuar no âmbito traumatológico. O Ministério da Saúde tem o prazo de dois a seis meses para dar uma posição e oficializar o hospital como centro de referência na área. A diretora do Hospital São Carlos, Janete Toigo, alertou que a instituição não será a solução para que a fila de espera zere, mas uma forma de diminuí-la. Ao encontro disso, Solange Sonda informou que o Estado estuda também referenciar o Hospital de Vacaria.

O prefeito de Bento Gonçalves, Guilherme Pasin, destacou a necessidade de uma visão estratégica, em pensar a região da Serra como um todo. O impacto direto da judicialização da saúde, na espera por cirurgias, foi outro fator apresentado pelo presidente da Associação dos Municípios da Encosta Superior do Nordeste.

Também estiveram presentes os deputados estaduais Carlos Búrigo, Pepe Vargas e Tiago Simon, e o federal Ronaldo Santini. Este, como componente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, defendeu reformulação dos valores da tabela do SUS. "O excesso da judicialização que ocorre no SUS é pela falta de modernização da própria tabela, que não reconhece muitos dos procedimentos", lamentou. Os deputados estaduais salientaram a busca por emendas parlamentares destinadas ao custeio de saúde, que auxiliarão na manutenção dos hospitais da região. Vereadora de São Marcos, Patrícia Camassola Tomé preside o Parlamento Regional, que tem nova reunião marcada para 19 de julho, na Câmara de Nova Roma do Sul.





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