Educação

Sem negociação dos dias parados, magistério mantém greve

Categoria terá novo encontro com governador ainda nesta semana
07 de janeiro de 2020 às 14:29

Sem negociação dos dias parados, magistério mantém greve

 

Reunião na manhã de terça (7) durou perto de 30 minutos

A diretoria do Centro dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) e representantes do governo do estado reuniram-se na manhã de terça (7/1) para tratar das demandas dos grevistas e como resolver os impasses de forma a repor os 23 dias sem aula. Ao final do encontro de 30 minutos nada ficou resolvido para colocar fim ao movimento. "Temos como prioridade a finalização do ano letivo de 2019 para podermos iniciar corretamente o de 2020, como é nossa obrigação e direito de todos os estudantes da rede estadual", afirmou o secretário da Educação, Faisal Karam.

A presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer, resumiu assim o resultado do encontro: “Nos chamaram para perguntar o que qualquer aluno de 1º ano já sabe”. A representante sindical referiu-se ao fato de que a demanda da entidade é de amplo conhecimento público desde a Assembleia Geral do dia 19 de dezembro. “Sem negociação dos dias parados, a greve continua”, reforçou. O comando da entidade também reiterou o pedido de retirada dos projetos previstos para votação no final do mês.

Diante do impasse, o secretário levará a pauta ao governador Eduardo Leite. “Em um prazo máximo de 48 horas deveremos marcar um novo encontro, com a presença dele, para dar as respostas", acrescentou. Conforme o balanço mais recente da secretaria, do total de 2,5 mil escolas, 132 permanecem em greve.

O secretário lembrou que, no dia 19 de dezembro, foram emitidas às Coordenadorias Regionais de Educação as orientações sobre a elaboração do calendário de reposição das aulas nas escolas que aderiram à greve dos professores. O Tribunal de Contas do Estado foi informado sobre a proposta.

No memorando circular 22/2019, a secretaria sugeriu que o calendário de recuperação das aulas ocorresse entre os dias 21 de dezembro e 23 de janeiro. As férias docentes, no caso, foram sugeridas para depois da recuperação, entre 24 de janeiro e 22 de fevereiro.

De acordo com material distribuído pela assessoria de imprensa do CPERS, a reunião ganhou contornos tensos após intervenção do procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, ter afirmado que o governo cumpria a lei ao cortar o ponto dos grevistas. “A legalidade do corte ainda será julgada pelo Pleno do Tribunal de Justiça. Temos clareza nessa mesa que se trata de uma negociação de cunho político, que depende de um gesto sensibilidade do governo para com os alunos”, afirmou o advogado Pedro Otávio Magadan, da assessoria jurídica do sindicato.

Professores promoveram manifestação após encontro, em frente ao prédio da secretaria de Educação (Fotos CPERS, Divulgação/Folha de Caxias)