Economia

Sebrae cria projetos para as indústrias moveleiras

Iniciativas atendem a 90 empresas de duas regiões do Rio Grande do Sul
29 de julho de 2019 às 09:06

Com foco no desenvolvimento do setor moveleiro do estado, o Sebrae RS gerencia três projetos, envolvendo 90 empresas, dos quais dois na Serra Gaúcha. De acordo com o coordenador setorial, Andrei Carletto, são projetos de atendimento empresarial com atenção a dois pilares: melhoria de processos produtivos, por meio da redução de desperdícios, e geração de negócios, através da estruturação comercial e presença digital. Em comum, as empresas envolvidas nos três projetos têm a oportunidade de participar de ações de mercado, como exposição em feiras, e visitas técnicas de benchmark.

Na Serra Gaúcha, são dois projetos em andamento. Um deles é chamado Indústria Moveleira Mais Competitiva, que atende 20 empresas e busca oportunizar a geração de negócios para as indústrias moveleiras seriadas da região. O outro é o Mais Mercado - Madeira e Móveis da Serra Gaúcha, que acompanha 30 marcenarias. Além de gerar negócios, busca ampliar os canais de venda e fazer um reposicionamento digital.

Carletto explica que, apesar de trabalharem de forma segmentada (marcenaria e seriados) as dificuldades são muito semelhantes, porém o foco e o processo das empresas acabam sendo diferentes. “As consultorias buscam auxiliar o empresário a aprimorar a gestão comercial das empresas, desde a estruturação do custo dos produtos, controles de orçamento, prospecção de mercado e presença digital, focando no relacionamento com seus clientes”, detalha.

Nos vales do Taquari e Rio Pardo, o projeto Indústria Moveleira do Vale do Taquari, com 40 empresas participantes, tem o objetivo principal de melhorar os processos produtivos e ampliar o mercado de atuação. Proprietário da Fell Esquadrias, que emprega 21 pessoas em Teutônia, Carlos Fell afirma que o auxílio do Sebrae RS, há cerca de três anos, possibilitou à empresa criar um sistema de controle financeiro. “Hoje, temos tudo na ponta do lápis, como tem de ser feito. Antes, não sabíamos o ponto de equilíbrio, as contas fixas e variáveis. Antes, a gente só produzia e vendia. Agora, se trabalha como empresa de fato, com todos os controles, acompanhando os números e conhecendo a saúde financeira da empresa”, relata.