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Receita líquida da Fras-le supera marca de R$ 1 bilhão

A Fras-le apurou, no ano passado, receita líquida de R$ 1,141 bilhão, incremento de 37% sobre o exercício de 2017, que fora de R$ 832,8 milhões. O balanço financeiro
20 de março de 2019

A Fras-le apurou, no ano passado, receita líquida de R$ 1,141 bilhão, incremento de 37% sobre o exercício de 2017, que fora de R$ 832,8 milhões. O balanço financeiro foi divulgado nesta terça (19) pela direção da fabricante de materiais de fricção, integrante das Empresas Randon. “Os dois últimos anos foram de crescimento acelerado, e este ritmo intenso de expansão resultou em ganhos de experiência e permitiu atingir público consumidor maior”, avalia o CEO Sérgio Carvalho.

A empresa encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 88,6 milhões, alta de 38%. A margem líquida ficou somente 0,1 p.p. acima do consolidado em 2017, na ordem de 7,8%. O ebitda avançou 72,8%, para R$ 183,9 milhões, com margem de 16,1%, crescimento de 3,3 p.p.

Os investimentos somaram R$ 80,2 milhões, dos quais R$ 25,5 milhões utilizados na unidade em Caxias do Sul e R$ 54,7 nas controladas. O ano passado foi marcado pela aquisição de duas unidades na Argentina, uma no Uruguai e duas no Brasil, além da constituição de uma sociedade, com controle de 51% da Fras-le, com a indiana ASK.

Internacionalizada, a companhia registrou receita líquida externa de R$ 592,6 milhões, incremento de 42%. As exportações a partir do Brasil alcançaram US$ 84,3 milhões, evolução de 13,5% sobre 2017. As vendas internas somaram R$ 548,6 milhões, alta de 31%.

O desempenho no mercado externo só não foi melhor em razão de problemas em alguns mercados, como a Argentina, onde a crise econômica se agravou e determinou forte redução da atividade econômica. As vendas para a América do Norte se mantiveram com excelente resultado, superando inclusive a estimativa de vendas para a região. Tiveram impacto positivo as novas alianças comerciais nos Estados Unidos e a renovação do contrato de fornecimento com o principal cliente.

Aquisições ampliam portfólio de produtos

Além das receitas adicionais com as aquisições, o desempenho é também reflexo dos maiores volumes de vendas na maioria dos segmentos, nos principais mercados de atuação. Na atual estrutura de produtos, o portfólio está classificado em três grupos: materiais de fricção, produtos diversos e líquidos envasados.

Os materiais de fricção, que envolvem lonas de freios para veículos pesados, pastilhas de freio e outros itens, somaram 101,4 milhões de peças, incremento de 16,7%. Foram produzidas 56,2 milhões lonas, alta de 11%. As pastilhas, com 32,2 milhões de unidades, tiveram crescimento de 34%. Esta elevação tem influência determinante das novas empresas adquiridas. Outros produtos somaram 12,9 milhões de peças, avanço de 3,6%.

A categoria de produtos diversos totalizou 20,8 milhões de peças, avanço de 3,3%. Aqui estão incluídos componentes para sistemas de freios, suspensões e motores. A maior representatividade, na ordem de 50%, é de itens para motores, que apuraram queda de 16%. O volume de líquidos envasados atingiu 1,750 milhão de litros, alta de 347%.

Na composição da receita líquida, os materiais de fricção participaram com R$ 914 milhões, incremento de 23,4%. Os componentes diversos somaram R$ 207 milhões, expansão de 144%; e os líquidos envasados resultaram em R$ 16,2 milhões, elevação de 290,7%. Com o ingresso de novas empresas, fabricantes de produtos diferenciados, a categoria de materiais de fricção apresentou perda de nove pontos na composição da receita, respondendo agora por 80%.

O principal mercado de vendas dos produtos Fras-le é a reposição, com 87,8% de participação e receita de R$ 1 bilhão, alta de 37,5%. Na receita do mercado interno, a reposição tem 82% de representatividade, somando R$ 454 milhões, e crescimento de 27,7%. Mas foi o mercado original de montadoras que mais cresceu no ano passado, na ordem de 51%, para R$ 94 milhões.

Alta estimada de 23% para este ano

A diretoria da Fras-le tem projeção otimista para 2019. Trabalha com estimativa de receita bruta total de R$ 2 bilhões e líquida de R$ 1,4 bilhão, crescimento de 23%. As receitas do exterior devem representar US$ 215 milhões. Os investimentos programados são na ordem de R$ 76 milhões e as importações devem somar US$ 16 milhões.





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