Economia

Randon apura receita bruta de R$ 3,5 bilhões no semestre

14 de agosto de 2019 às 09:02
Foto: Julio Soares, Divulgação

Apesar da rápida reversão da expectativa de um novo ciclo de crescimento brasileiro, que não se confirmou, as Empresas Randon registraram bom desempenho no primeiro semestre do ano. A receita bruta total alcançou R$ 3,5 bilhões, avanço de 27,6% sobre o mesmo período de 2018. A receita líquida consolidada totalizou R$ 2,4 bilhões, aumento de 25,5%.

Para o CFO das Empresas Randon, Paulo Prignolato, diversos fatores conjugados levaram ao resultado. “Estamos em um cenário de recomposição de preços, controle de custos e volumes crescentes de vendas de caminhões pesados e implementos rodoviários, o que demanda maiores volumes de autopeças das empresas controladas, especialmente freios, eixos e suspensões”, detalhou. Também citou a recente conclusão de projetos de expansão de capacidade com ganhos de produtividade, como a inauguração do centro de distribuição Randon Linhares, no Espírito Santo, e a constituição da Randon Triel-HT, em Erechim.

O lucro bruto consolidado no semestre foi de R$ 616,1 milhões, acréscimo de 33,7%, e margem de 25,3%, quase dois pontos acima do registrado nos seis primeiros meses de 2018. O EBITDA consolidado somou R$ 338 milhões, incremento de 18,3%. O lucro líquido teve avanço de 55,7%, para R$ 116,2 milhões. No segundo trimestre, ele foi de R$ 84,5 milhões, alta de 168,9% sobre o mesmo período de 2018.

A receita bruta interna teve acréscimo de 28,1%, para R$ 3,2 bilhões no semestre. As exportações somaram US$ 86,2 milhões, incremento de 10,8%. Com as vendas das unidades de outros países, a receita externa alcançou US$ 144,7 milhões, alta de 4,6%. Segundo a empresa, a evolução se deve principalmente à retomada das vendas para o continente africano.

 

Sinais de desaceleração

 

Embora a Randon mantenha market share em exportações acima dos 70%, o mercado externo tem dado sinais de desaceleração, principalmente em função dos preços das commodities, afetando o cobre, no Chile e Peru, e os grãos, na Bolívia e no Paraguai. Na Argentina, segundo a empresa, o cenário permanece complexo por questões políticas, potencializado por ser ano eleitoral.

O mesmo ocorre no mercado interno. O volume total de implementos rodoviários vendidos pela companhia, interna e externamente, chegou a 12 mil 92 unidades, crescimento de 38% no primeiro semestre. No Brasil foram colocados 10,5 mil, alta de 40%. Mas, de acordo com a diretoria, pela baixa atividade econômica ao longo do semestre, é perceptível a desaceleração nas vendas de semirreboques em todos os segmentos, o que pode afetar a carteira de produção do quarto trimestre e início de 2020.

A demanda das montadoras por autopeças, principalmente para a produção de caminhões pesados, beneficiou as empresas da companhia que estão mais expostas a este segmento. Já no mercado de reposição, principal segmento de atuação da controlada Fras-le, os volumes de materiais de fricção apresentaram queda, principalmente em função de um ambiente competitivo e acirrado no mercado das pastilhas para veículos leves. A receita líquida consolidada das fabricantes de autopeças somou perto mais de R$ 1,3 bilhão, respondendo por 52,4% do total do grupo, e alta de 26%.