Política

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: Beltrão lamenta posição passiva dos deputados

Galerias ficaram lotadas para a audiência pública na noite de segunda (15)
17 de abril de 2019 às 12:29
Foto: Foto: Fábio Rausch, Divulgação

Mais de 150 pessoas participaram da audiência pública realizada pela Frente Parlamentar em Defesa da Previdência Pública da Câmara de Vereadores de Caxias, em parceria com a Seccional Caxias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na noite desta segunda-feira (15), no plenário do Legislativo. Os trabalhos foram coordenados pelo presidente do grupo de trabalho, vereador Rodrigo Beltrão/PT, e pela secretária, vereadora Tatiane Frizzo/SD. Participaram políticos, sindicalistas e representantes de vários setores ligados ao tema, como Defensoria Pública da União e Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil, entre outros.

Os temais mais debatidos foram o impacto da Previdência Social nas contas públicas, regras de transição para o atual regime vigente, idade e tempos mínimos de contribuição para aposentadoria, entre outras alterações propostas pelo presidente Jair Bolsonaro/PSL. Na tribuna da Câmara, nesta terça (16), Beltrão disse que a Reforma da Previdência se transformou em um debate político-eleitoral. “O governo, nesse momento, tenta trazer um conteúdo quase que eleitoral. Eu tenho usado um termo que é a ideia de terceiro turno. Então, os que são a favor da reforma são os que votaram a favor do Bolsonaro para evitar a volta do PT e os que são contra é porque são contra o Bolsonaro. Não, essa reforma, e a Mesa da audiência demonstrou isso, está acima de questões partidárias, porque o texto é cruel, aumenta a idade, o tempo de contribuição e a idade mínima, além de desconsiderara diversidade regional de estados”, avaliou.

SITUAÇÃO DE CONFORTO

Rodrigo Beltrão lamentou que nenhum dos 31 deputados da bancada gaúcha na Câmara Federal tenha comparecido à audiência, pois todos foram convidados. Apenas esteve presente o deputado estadual Pepe Vargas (PT), presidente de um grupo de trabalho semelhante na Assembleia Legislativa do Estado. “Boa parte deles esteve em Caxias recolhendo votos, o que é democrático. Eu nunca fui daquela cultura política que enxerga porteiras. Então, o cidadão caxiense só tem que votar em quem é de Caxias. E, aí, num momento como este, que tivemos uma audiência pública de grande qualidade, quero lamentar que nenhum deputado federal tenha participado. Acho que isso é uma questão que tem que ser refletida e pode ser, inclusive, certa zona de conforto, porque nesse momento, ainda não existe um divisor de águas”, avaliou.





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