Política

Presidente da FAS reconhece que 1.400 famílias estão em situação de pobreza

Rosana Menegotto negou assédio moral e justificou falta à audiência no Legislativo
22 de maio de 2019 às 11:18
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

O número foi informado pela presidente da Fundação de Assistência Social (FAS), Rosana Menegotto, na sessão da Câmara de Vereadores desta terça-feira (21). Ela cumpriu convocatória da Casa e respondeu a questionamentos dos vereadores. O motivo foi sua ausência à reunião pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Cidadania, no dia 29 de abril. O tema foi sobre a política pública de atenção aos moradores de rua de Caxias do Sul.

Durante 20 minutos regimentais, Rosana fez um relato das ações da FAS na gestão do prefeito Daniel Guerra/PRB. Segundo ela, desde o início da atual gestão, foram identificadas 1.398 famílias em situação de pobreza na cidade. Constatação que, na opinião dela, é uma das causas do aumento do número de pessoas que passaram a viver nas ruas.

Ainda, de acordo com Rosana, de janeiro de 2017 até agora, o governo investiu R$ 16 milhões em ações de assistência social, inclusive, para moradores de ruas. “Aumentamos o quadro funcional em mais sete servidores e o atendimento, que ocorre agora, até 22h”, relatou.

 

COBRANÇAS

 

O requerimento que convocou Rosana Menegotto é de autoria do presidente da Comissão de Direitos Humanos, vereador Rodrigo Beltrão/PT. Em plenário, o parlamentar voltou a questionar a gestora sobre as denúncias de assédio moral contra servidores da Fundação no sentido de proibi-los de comparecer à audiência do dia 29 de abril.

A presença de funcionários efetivos nas galerias, acompanhando a convocatória de Rosana, referendou ainda mais o questionamento do petista. “A senhora [Rosana] fez questão de esvaziar a audiência pública. Proibiu servidores de participar. Qual é a diferença da presença destas cinco servidoras hoje e na ocasião da audiência pública?”, perguntou.

Beltrão ainda questionou o fato de a presidente ter selecionado entre os funcionários da FAS quem poderia ir à reunião no Legislativo. “A senhora não se comunicou com a Câmara até para dizer que não viria. Mas preferiu dialogar com o Legislativo por meio da imprensa, onde disse que tinha pessoas que estavam aptas e outras que não estavam aptas a participar. Quero perguntar se temos cidadãos de primeira e segunda categoria?”, questionou.

 

EXPLICAÇÕES

 

A presidente da FAS negou que tenha praticado assédio moral contra os servidores. Ela disse que considerou que somente os cargos diretivos poderiam representar a FAS no debate. “Eu não proibi o comparecimento. Apenas o pessoal do Centro Pop Rua perguntou se poderia acompanhar os usuários nessa reunião. Dissemos que os servidores deveriam permanecer no trabalho, atendendo os usuários e quem realmente deveria participar seriam os diretores e gerentes, que têm a propriedade de falar sobre o assunto”, esclareceu.

Com relação à ausência no encontro, alegou sobreposição de agenda. ”Recebemos a informação que o assunto seria a segurança dos moradores de rua. Aí colocamos esse assunto em reunião diretiva para que pudéssemos avaliar quem poderia participar da audiência. Por conta dos compromissos que tínhamos, definimos que a direção não poderia participar e lamentamos o fato de que não conseguiríamos negociar a data com vocês”, explicou.