Cidades

Preços dos hortifrutigranjeiros têm alta bem acima da inflação

A Adcointer Ceasa Serra movimentou mais de R$ 93 milhões, em 2018, com a venda superior a 38 mil toneladas de hortifrutigranjeiros. Em relação ao ano anterior houve crescimento
21 de março de 2019

A Adcointer Ceasa Serra movimentou mais de R$ 93 milhões, em 2018, com a venda superior a 38 mil toneladas de hortifrutigranjeiros. Em relação ao ano anterior houve crescimento de 13% em valores e 5% em volume. “Desde 2012, gradativamente, os hortifrutigranjeiros vêm sendo valorizados. Dentre os principais fatores que contribuem estão a inflação e o clima que interfere diretamente no aumento ou na diminuição da oferta. No entanto, a quantidade de produtos ofertados se mantém estável, tendência que deve se repetir neste ano”, avalia Marcelo Nunes, gerente da Ceasa Serra.

Segundo Nunes, o produto mais vendido é o tomate longa vida, repetindo situação nacional, representando quase 50% de todo o volume. Na Ceasa Serra, em 2018, ainda se destacaram a cenoura e a batata-doce. “A batata-doce teve valorização de 50%, com receita na ordem de R$ 3 milhões contra R$ 2 milhões do ano anterior. Já o volume vendido evoluiu apenas 6%, passando de 1,5 milhão de quilos para 1,6 milhão. Com isso, superou produtos tradicionais em anos anteriores, como cebola e batata branca”, detalhou.

Em 2018, a Ceasa Serra, por meio do consórcio municipal, teve receita próxima de R$ 338 mil, crescimento de 293% sobre 2017. Conforme Marcelo Nunes, o desempenho foi impactado pela licitação de 23 boxes, que se agregaram aos 36 já existentes. Com isso, 80% dos espaços estão ocupados. O valor do aluguel de cada boxe de 32m² é de R$ 879,36, além de despesas variáveis. “Em razão disto, a Ceasa registrou sua maior receita nos últimos anos”, destacou.

O resultado do exercício é reinvestido em melhorias no complexo. Segundo Nunes, nos últimos dois anos, foi revitalizado o processo de higienização, realizadas reformas, de pintura a cercamento, e investido em logística, com novos portões de acesso e saída, além da contratação de serviços de assistência técnica. “Estamos trabalhando em melhorias internas dos boxes para atender a legislação de segurança alimentar. Também para este ano pretendemos iniciar a construção de uma cobertura no espaço dos boxistas, ampliando a área de venda e protegendo contra intempéries climáticas”, ressaltou.

A Ceasa Serra conta com quase 500 pessoas entre o setor atacadista e o Pavilhão do Produtor. Tanto os produtores como os atacadistas comercializam mais de 60 variedades de produtos. Segundo Nunes, por semana, transitam cerca de 5 mil pessoas. “De segunda a sexta-feira, das 14h as 17h30, a Ceasa está aberta também para pessoas físicas, público ainda pequeno, cerca de 1% do total. É importante divulgar esse serviço, pois os preços são menores em função da venda direta”, assinalou.





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