Política

Polêmica entre Executivo e APAE repercute na Câmara

A realocação de seis professores que eram cedidos à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Caxias do Sul gerou mais uma polêmica envolvendo
21 de março de 2019

A realocação de seis professores que eram cedidos à Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Caxias do Sul gerou mais uma polêmica envolvendo o governo municipal. Em pouco mais de dois anos de gestão, esta é a segunda vez que o prefeito Daniel Guerra/PRB usa a lei 13.019/2014 para justificar decisão, que foi considerada política pelo vereador Rafael Bueno/PDT, por exemplo.

O debate surgiu na tribuna, na sessão desta quarta-feira (20), em pronunciamento da vereadora Tatiane Frizzo/SD. Ela disse que visitou a sede da APAE, onde tomou conhecimento da situação, e pediu a ajuda da comunidade, tendo em vista a dificuldade financeira da entidade.

Além disso, apelou para que a Procuradoria-Geral do Município (PGM) agilize a elaboração do documento de convênio, que repassará R$ 196 mil, este ano, à instituição, conforme promessa do Executivo. “Por isso, peço que, quando a APAE retornar essa documentação, que o Executivo tenha a sensibilidade de acelerar a situação, porque já estamos em março e os alunos não estão tendo aula. É necessário contratar esses professores e treiná-los, porque a gente sabe que existe uma situação especial na APAE. Então, eles precisam ter esse olhar dinâmico com relação aos alunos”, solicitou.

 

PERSEGUIÇÃO POLÍTICA

 

Para Rafael Bueno, a APAE sofre perseguição política de Daniel Guerra. Ele afirmou que a causa é o fato de a presidente, Fátima Randon, ter feito campanha para o candidato Edson Néspolo/PDT para prefeito, em 2016. “A Fátima era do movimento das mulheres do PDT. E chegou até a esposa do prefeito um áudio. A partir da eleição do prefeito Daniel Guerra começaram perseguições diárias, sistemáticas à instituição APAE”, afirmou.

Bueno também cobrou o trabalho voluntário prometido pela primeira-dama, Andreia Marchetto Guerra, como fonoaudióloga, na APAE Caxias. “Foram cortadas verbas da instituição e que prejudicou até hoje. A primeira-dama foi dois meses só para fazer uma média. Eu pergunto: será que ela está indo? A fonoaudióloga Andréa Marchetto está indo fazer o trabalho voluntário dela na APAE? Ou foi só para fazer uma média?”, perguntou.

Já o presidente da Comissão de Educação, Edson da Rosa/MDB, relatou que, juntamente com o colega de bancada, Paulo Périco, foi até a Escola Estadual Especial João Prataviera para saber da implicação da dificuldade de atendimento da APAE naquele estabelecimento de ensino. Segundo o parlamentar, a atual gestão desvaloriza a APAE. “Sabemos que a APAE atua em todas as ONGs nessa área de educação, onde o Município não consegue chegar e dar o atendimento. Não quero acreditar nisso, que isso aí seria para prejudicar as crianças, mas é uma rasteira muito grande no Município por toda a história da APAE”, avaliou.