Economia

Pesquisa aponta recuo na produção industrial gaúcha

Estudo aponta, no entanto, que expectativa é otimista para o segundo semestre
01 de julho de 2019 às 12:01

A Sondagem Industrial divulgada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) mostra que dois dos seis indicadores avaliados na pesquisa recuaram entre abril e maio. A produção passou de 49,3 para 49,1 pontos, enquanto o número de empregados caiu de 48,4 para 47,5. Os indicadores variam de zero a 100 pontos. "Apesar do resultado e das dificuldades que se apresentaram ao setor industrial em função do fraco desempenho econômico do país nesses primeiros meses, o levantamento revela também que a expectativa dos empresários segue positiva para o segundo semestre de 2019", afirma o presidente Gilberto Porcello Petry. De acordo com a sondagem, a intenção de investir teve uma pequena melhora, embora permaneça em patamar baixo. Passou de 48,6 pontos, em maio, para 49, em junho, mas ainda distante dos 54,8 pontos de abril.

Ao utilizar 68% de sua capacidade produtiva no mês de maio, a indústria gaúcha ficou um ponto percentual abaixo de abril. Já a utilização de capacidade instalada em relação ao usual caiu de 43,1, em abril, para 41 pontos, o menor nível desde maio do ano passado. O acúmulo de estoques também teve números negativos no mês e o índice em relação ao planejado ficou em 52,8 pontos. Diferentemente de outros indicadores da sondagem, o nível neutro é de 50 pontos e valores maiores indicam excesso de estoque, o que ocorre na indústria gaúcha desde fevereiro de 2019.   

TENDÊNCIA POSITIVA

Segundo os empresários gaúchos consultados na pesquisa, as expectativas pouco se alteraram em junho e continuaram mostrando tendência positiva para o setor nos últimos seis meses do ano. O indicador de demanda recuou de 55,9 para 55,7 pontos no período, mas ainda acima dos 50 revela perspectiva positiva nos negócios futuros. Já as compras de matérias-primas passaram de 54,1 para 53,2 pontos, e as exportações caíram de 54,6 para 52,8 pontos. A exceção foi o emprego. O indicador continuou abaixo dos 50, passando de 49, em maio, para 49,5 pontos, em junho. 





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