Variedades

ONG promove a inclusão tecnológica das mulheres

Estimativa é de que menos de 10% dos profissionais brasileiros do setor sejam do sexo feminino
21 de agosto de 2019 às 11:12
Foto: Helen Caroline Fotografia, Divulgação

Para desmistificar alguns conceitos e ajudar as mulheres a ingressarem no mundo tecnológico, onde a representatividade feminina ainda é muito pequena, a ONG Django Girls realizará, na sexta-feira (23) e no sábado (24), o workshop Django Girls Caxias do Sul #3, na Universidade de Caxias do Sul (UCS). As atividades terão início às 18h40 de sexta. “Abordaremos temas sobre Tecnologia da Informação, de maneira que todos que estiverem presentes compreendam e avancem o seu nível de conhecimento, tanto na teoria, como na prática. Teremos mesa redonda e palestras com Grasiela Tesser e Shaíze Roth. Elas falarão sobre experiência profissional, mercado de trabalho e outros temas”, destacou a programadora Eliane Maciel, uma das organizadoras do evento.

O nome Django é em razão de este ser um programa facilitador no desenvolvimento de diversas aplicações web de alto desempenho. A Django Girls é um movimento internacional que promove cursos para mulheres, sempre gratuitos. A organização já esteve em 95 países, promoveu 820 eventos e mobilizou cerca de 20 mil mulheres. Nas edições anteriores realizadas em Caxias, o público foi de 30 mulheres por evento, com faixa etária predominante entre 20 e 30 anos. “Para este ano, disponibilizamos 60 vagas, preenchidas na sua totalidade, por mulheres e pessoas que não se reconhecem (identificam-se) com o gênero masculino das mais diversas formas”, salientou.

Segundo Eliane, as mulheres que procuram a ONG, em geral, têm o interesse de ingressar na área, curiosidade ou por que querem aplicar o conhecimento em suas profissões dos mais variados ramos. “Já recebemos relatos de muitas brasileiras que depois de participarem do workshop se entusiasmaram e vieram para a área tecnológica. É um segmento que ainda é estigmatizado, como sendo difícil. O que fazemos é mostrar que se trata de uma profissão muito agradável”, garantiu.

Baixa representatividade

Eliane Maciel informou que de todos os profissionais que trabalham com TI no Brasil, a estimativa é de que menos de 10% sejam mulheres. Situação que a ONG pretende mudar por meio da promoção da autonomia tecnológica entre as mulheres. “Queremos dar àquelas que querem uma oportunidade para aprender a programar e, assim, ampliar a representatividade do público feminino no setor de programação. Na empresa em que trabalho, temos mais de 50 desenvolvedores e apenas quatro são mulheres”, exemplificou.

Cada participante terá um computador, onde desenvolverá alguma tarefa referente à programação desde o seu princípio, com instrutoras auxiliando. Inclusive, com algumas aptas para atender pessoas com deficiência visual. O evento também terá atividades especiais ligadas à tecnologia para crianças, filhos das participantes. Haverá distribuição de lanches nos dois dias e almoço no sábado. Mais informações em https://djangogirls.org/caxiasdosul/.





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