Política

Meneguzzi condena cedência unilateral da escola do Senai

Vereador alerta para a ilegalidade do ato em favor do Batalhão de Choque da Brigada Militar
11 de setembro de 2019 às 09:10
Foto: Gabriela Bento Alves, Divulgação

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB utilizou a tribuna do Legislativo, na sessão desta terça (10), para abordar a cedência do complexo de prédios do extinto Senai José Gazola para a instalação do Batalhão de Choque da Brigada Militar. Segundo ele, o ato está em desacordo com a legislação municipal. O convênio foi assinado pelo Executivo de Caxias e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), na sexta-feira (6).

Apesar de reconhecer a importância do incremento para a segurança pública de Caxias, Meneguzzi contestou a forma unilateral como o convênio foi efetivado. Para o socialista, faltou diálogo por parte do governo e da classe empresarial. “Tentamos há cerca de 20 dias, com o novo presidente do Simecs, a respeito da possibilidade de ocupação do prédio com uma unidade da Universidade Estadual e ficou acordado de que mandaríamos documentos, o Simecs faria um estudo jurídico, conversaria com o conselho do Senai e nos daria uma resposta”, relatou.

Na opinião de Meneguzzi, o ato assinado pelo prefeito Daniel Guerra/Republicanos com o comando da Brigada Militar está em desacordo com a lei municipal que referendou a cessão do terreno para a construção do Senai José Gazola, impondo a utilização da estrutura, exclusivamente, para fins educacionais. “Vibrei com a vinda do Batalhão de Choque para Caxias. Mas confesso que fui pego de surpresa com essa cessão, com essa assinatura que, na minha concepção, mesmo tendo formação jurídica, fere inclusive uma lei municipal. Bom, se o Senai devolveu a área para o Município e ele está fazendo o que quer, ok”, ponderou.

Em aparte, o colega de bancada, vereador Eloi Frizzo afirmou considerar uma contradição de prioridade. “Nunca vi um vereador defender a instalação de um Batalhão de Choque em Caxias. Vi muito vereador defendendo a volta do Policiamento Comunitário. Essa é a principal demanda do ponto de vista de segurança na cidade: fortalecimento do Policiamento Comunitário”.

Frizzo concordou com Meneguzzi e apresentou alternativas para a instalação do Batalhão de Choque, como a Escola Estadual Olga Maria Kayser, por exemplo. “Por que o Pelotão não pode ser colocado lá e se manter esse espaço da escola Senai José Gazola para a colocação da UERGS, que hoje está largada às traças lá no Cristóvão [de Mendoza]”, questionou.