Cidades

Médica trabalhou na UPA, em um mês, o dobro do permitido por lei

02 de agosto de 2019 às 08:55

O excesso de carga horária de médicos que trabalham na UPA Zona Norte foi denunciado, na sessão desta quinta-feira (1), pelo vereador Alberto Meneguzzi/PSB. Na tribuna do Legislativo, ele revelou dados da resposta a um pedido de informações feito ao Executivo sobre o sistema de trabalho dos médicos que atuam na unidade de pronto atendimento.

Os documentos enviados pela Secretaria Municipal de Saúde demonstram casos como de uma médica que, em junho deste ano, trabalhou 390 horas, quando o máximo permitido é de 160 horas. O número de horas trabalhadas representa 1.146 consultas ao mês. A profissional recebeu cerca de R$ 46,2 mil. “Quando é que um profissional que trabalha das 14h às 8h do dia seguinte, folga? Descansa quando? Aproveita a família quando?”, questiona.

Ainda segundo Meneguzzi, os documentos revelam que o excesso de trabalho é comum entre os funcionários do Instituto de Gestão e Humanização (IGH), que opera o pronto atendimento em gestão compartilhada com o Município. A escala normal seria de 12hx36h. A documentação será encaminhada à Secretaria do Trabalho e Previdência. De acordo com o parlamentar, somente este ano, o IGH já foi autuado 23 vezes pela fiscalização do Trabalho.





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