Economia

Marelli investirá R$ 20 milhões

05 de agosto de 2019 às 10:07
Foto: Fabio Grison, Divulgação

O Grupo Marelli deu início ao projeto de crescimento e de excelência operacional traçado para os próximos dois anos com a unificação das plantas fabris da área metalúrgica de suas duas fábricas: a Marelli, de Caxias do Sul, focada em mobiliário corporativo, e a Ingecon, de Canoas, adquirida em 2016 e com foco no mercado do varejo. As duas áreas fabris passam a funcionar conjuntamente em um pavilhão anexo ao parque industrial da Marelli, que foi ampliado em 8 mil m² com a locação de um novo espaço.

Foram investidos R$ 5 milhões na primeira etapa do projeto, que inclui a adequação da nova área fabril, aquisição de equipamentos e tecnologias e a contratação de 60 profissionais. Até o final do projeto, que deve ser implementado nos próximos dois anos, a previsão é investir aproximadamente R$ 20 milhões em recursos próprios.

A unificação das plantas tem como objetivo aumentar a produtividade em 30% e triplicar a capacidade instalada, atualmente de transformação de 1,5 mil toneladas de aço ao ano para perto de 4,5 mil toneladas anuais. “Isso será possível com a redefinição dos fluxos produtivos e a inclusão de novas tecnologias ao processo. Teremos, ainda, redução dos custos em função da diminuição do lead time de produção. Estima-se reduzir em 50% o lead time de itens de varejo e em torno de 25% dos itens de office. Outro ganho previsto será atenuar a sazonalidade desses dois segmentos em que atuamos”, afirma Evandro Alencar Marchet, diretor de manufatura.

Além de readequação do layout, a unidade metalúrgica recebeu novos equipamentos para como corte laser de chapa e de tubos, com tecnologia de fibra e velocidade quatro vezes superior ao anterior, cinco robôs de solda, puncionadeiras CNC e sistema de pintura a pó com cabine em PVC e sistema de troca rápida de cores. Atualmente, são aproximadamente 35 mil m² de área produtiva, dos quais 21 mil m² estão alocados em Caxias e 13 mil m² em Canoas.

As previsões de crescimento da receita deste ano para todo o grupo são de 25% a 30% sobre 2018. Até 2022, o plano de negócios prevê alcançar faturamento de R$ 600 milhões. Para ocupar o espaço ocioso em Canoas estão em estudo processos de beneficiamento de vidro e acrílico, que já possuem demanda considerável no grupo para justificar a internalização.





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