Política

Lara defende carteira de projetos para superar crise

Presidente da Assembleia quer envolvimento de toda a sociedade em torno de ações que tirem o Estado da atual situação falimentar
05 de julho de 2019 às 09:05
Foto: Guilherme Pedrotti, ALRS/Divulgação

No dia seguinte à aprovação dos projetos que permitem o governo do Estado privatizar a CEEE, Sulgás e CRM, o presidente da Assembleia Legislativa, Luiz Augusto Lara (PTB), apresentou as ações que o Parlamento gaúcho pretende desencadear para ajudar o Rio Grande do Sul a sair da crise. O deputado, que utilizou o período do Grande Expediente da sessão plenária de quarta (3) pela primeira vez desde que ocupa a presidência da Casa, usou o trocadilho "crise RS ou cresce RS" para apontar os caminhos que o Estado tem e as escolhas que precisa fazer para romper com o ciclo de dificuldades estruturais que vem enfrentando por sucessivos governos. "Precisamos de uma pauta positiva, que catalise a energia que já estamos investindo em diversas iniciativas que vêm ocorrendo nas comissões e frentes parlamentares", indicou.

Ele anunciou como principal campanha do Poder Legislativo no segundo semestre a constituição de uma carteira de projetos prioritários de desenvolvimento regional. Para isso, deverá buscar o apoio dos outros Poderes, instituições e entidades da sociedade civil. "Apesar das diferenças ideológicas, que são importantes, todos conhecemos as causas e as consequências da crise. O que precisamos para sair dela é de um conjunto de projetos que seja tratado como de Estado", apontou.

Como exemplos de temas para integrar a carteira de projetos, citou a necessidade de o Rio Grande do Sul atingir um novo patamar sanitário para acessar os mercados de proteína animal da China e da União Europeia; revisão da política de benefícios fiscais para auxiliar empresas que querem aproveitar a estrutura do Porto de Rio Grande para vender gás; e questões relacionadas à infraestrutura, que têm dificultado a ampliação de plantas industriais. A intenção do presidente do Parlamento é que cada deputado, que já coordena uma frente parlamentar ou tem atuação em comissão, atue como um supervisor de projetos afins.

Para ele, a burocracia excessiva e a elevada carga tributária são os principais fatores constituintes de um ambiente desfavorável ao investimento privado. "Necessitamos de uma carteira de destravamento", defendeu, lembrando que só na área da energia elétrica são mais de 120 processos de licenciamentos à espera de liberação.





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