Cidades

Jovem caxiense é aprovado em dezenas de faculdades no exterior

Werner Weingartner cursará Engenharia Aeroespacial na melhor universidade do Canadá
06 de agosto de 2019 às 10:21
Foto: Divulgação

É comum os estudantes, ao concluírem o ensino médio, terem dúvidas de qual caminho seguir, qual profissão escolher, em qual universidade ou faculdade ingressar. A grande quantidade de opções, aliado à falta de maturidade ou convicção, muitas vezes embaralha, confunde e tarda a escolha.

Situação diferente da vivenciada por Werner Weingartner, 17 anos. Ao concluir o ensino médio, no final de 2018, no Colégio La Salle Carmo de Caxias do Sul, já tinha praticamente definido qual rumo tomaria. “Na juventude, é muito fácil perder o foco. Às vezes, nessa idade, não se percebe que é perfeitamente possível alçar voos mais altos. Comecei a pensar no futuro quando ingressei no primeiro ano do ensino médio. Embora soubesse que queria estudar no exterior, tinha dúvidas quanto ao destino. Foi no segundo semestre do ano passado que decidi pela América do Norte. Engajei-me com toda força nesse projeto, focando em tudo que era necessário para alcançar esse objetivo”, ressaltou.

O resultado da dedicação veio com a resposta que Weingartner tanto esperava: a aprovação no curso de Engenharia Aeroespacial na Universidade de Toronto, no Canadá. Além dela, foi aprovado em outras instituições canadenses e em 10 nos Estados Unidos. A escolha por Toronto se deu por poder conciliar o curso com outras opções, como Nanoengenharia e Inteligência Artificial, também áreas de seu interesse. “Este foi o meu primeiro pensamento de carreira. Além disso, a universidade oferece quase que uma customização da sua educação, baseada nas habilidades e interesses dos alunos”, destacou.

Weingartner foi aprovado na modalidade de ensino co-op, programa que encaminha os alunos ao trabalho durante um ano (se assim desejarem) entre o terceiro e quarto ano do curso, recebendo por isso. “É um programa educacional não engessado, com engenharias tecnológicas e modernas , que coloca o aluno na realidade da vida profissional”. As aulas terão início em 2 de setembro.

Vida pregressa conta muito no processo avaliativo

Para tornar o sonho uma realidade, não bastava somente bom desempenho no vestibular do Canadá. Neste, ele errou apenas uma pergunta em 58, em matemática, fato que o deixou entre o 1% com melhores notas, motivo pelo qual ganhou algumas bolsas. Também era preciso um passado bastante produtivo.

O aluno participou de olimpíadas acadêmicas e trabalhos de iniciação científica (melhor se relacionados ao curso) e recebeu prêmios durante a formação. Além do inglês, tem nível acadêmico em francês e alemão. E fez trabalhos voluntários no Instituto Audiovisão por três anos. “A metodologia usada é completamente diferente da brasileira. O aluno é analisado na sua forma global. É importante a média de todas as notas do ensino médio. Em especial, as relacionadas ao curso que o aluno está se candidatando, sendo importante o seu ranking perante a turma”, explicou.

A Universidade de Toronto ocupa o 21º lugar no mundo e o primeiro no Canadá no ranking da revista Times Higher Education. A instituição brasileira melhor colocada é a Universidade de São Paulo, entre as posições 251 e 300.





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