Economia

Ipê sedia encontro nacional dos produtores de alho

Atividade de reunir em torno de 500 participantes, no salão paroquial da cidade
07 de novembro de 2019 às 13:51

Setor assegurou mais cinco anos de taxação sobre a importação de alho chinês (Crédito Divulgação)

O 32º Encontro Nacional de Produtores de Alho deve reunir em torno de 500 participantes, nesta sexta (8), no município de Ipê, na Serra Gaúcha. Organizada pela Prefeitura e associações nacional (Anapa) e estadual (Agapa) dos produtores de alho, a atividade tratará sobre a realidade e os desafios do setor. O encontro ainda tem o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Flores da Cunha e Nova Pádua, da Emater-RS/Ascar e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura.

A programação se desenvolverá, a partir de 13h30, no salão paroquial, por meio de palestras técnicas, discussão e planejamento de mercado. Haverá ainda apresentação de linhas de crédito, painel com o presidente da Anapa, Rafael Corsino, e espaço para debates e perguntas. Como atividade paralela ocorrerá uma feira de agronegócios com exposição de máquinas e insumos agrícolas, na área externa do salão paroquial.

De acordo com o presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Alho (Agapa) e secretário da Agricultura e Meio Ambiente de Ipê, Valdir Pereira Bueno, um dos objetivos do encontro é conscientizar sobre a importância do setor e apresentar análises da produção e do mercado. "Pretendemos fortalecer os desafios e as variações do mercado, especialmente na taxa antidumping, e levar aprendizados e oportunidades técnicas para os produtores no manejo da cultura, além de informações sobre os desafios do mercado e linhas de crédito, até porque temos uma perspectiva satisfatória para os preços do alho neste ano”, afirma.

No início de outubro, o setor obteve uma vitória com a publicação no Diário Oficial da União da prorrogação por cinco anos do direito antidumping sobre o alho chinês. Durante esse período, o produto chinês fresco ou refrigerado será taxado em US$ 0,78 por quilo importado pelo Brasil, independente da classificação em tipo, classe, grupo ou subgrupo. O objetivo da medida é proteger, da concorrência desleal, a alhicultura brasileira, que abastece metade do mercado nacional.

De acordo com os dados da Associação Nacional de Produtores de Alho o Brasil tem mais de 12 mil hectares plantados, com produção, em 2018, de 140 mil toneladas, equivalentes a 13,5 milhões de caixas de 10 quilos. A atividade envolve mais de 4 mil famílias e gera 40 mil empregos diretos. Já as importações totalizaram 16,5 milhões de caixas de 10kg.





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