Economia

Intenção de consumo registra quinto aumento consecutivo

Pesquisa da Fecomércio aponta manutenção da trajetória gradual de redução do pessimismo
02 de maio de 2019 às 12:17

Pela quinta vez consecutiva, a Intenção de Consumo das Famílias registrou aumento no Rio Grande do Sul. Em abril, o índice foi de 92 pontos, alta de 23,4% em comparação com o mesmo período em 2018 e de 1,1% frente ao mês anterior. A média em 12 meses também registrou crescimento, alcançando 83,1 pontos. Para Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio, embora o cenário esteja mais favorável neste período, uma melhora mais clara nas condições gerais da economia é fundamental para que a retomada da confiança das famílias ganhe fôlego. “Para ultrapassarmos a linha que avalia como pessimista a intenção de consumo, precisamos consolidar a recuperação econômica e isso passa por um mercado de trabalho em expansão e perspectivas realisticamente positivas para o futuro”, comenta. Em abril de 2019, a percepção em relação à situação do emprego atingiu 116,5 pontos, com aumento de 19,8% em relação ao mesmo mês do ano passado. Este é o maior valor do indicador de emprego atual desde junho de 2015, quando chegou aos 122,5 pontos, sendo a quinta elevação na margem. O indicador relativo à renda atual apresentou aumento de 26,3% em relação a abril do ano passado, registrando 106 pontos. O indicador que avalia o nível de consumo atual manteve-se estável em 107,4 pontos, alta de quase 90% em relação ao mesmo período do ano anterior. A avaliação quanto à perspectiva de consumo também permaneceu praticamente estável frente ao mês anterior, porém cresceu 47,2% sobre abril de 2018, registrando 102,3 pontos. Mesmo que a percepção quanto ao consumo atual e futuro esteja acima dos 100 pontos, os dados indicam que prevalece o comportamento cauteloso das famílias. A percepção quanto ao acesso ao crédito pelas famílias ficou praticamente estável, mantendo-se em patamar pessimista com 70,3 pontos. Já o indicador que avalia o momento para consumo de bens duráveis, que registra níveis abaixo dos 100 pontos desde janeiro de 2015, teve avanço de 4,4% frente ao mês anterior e de 19% frente a abril do ano passado, registrando 62,7 pontos. “A aprovação do cadastro positivo deve contribuir para a percepção de contratação de crédito. Se as condições para a tomada de crédito para bons pagadores mudar, poderemos ver nos próximos meses um novo estímulo para esse mercado”, complementa Bohn.





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