Economia

Industrial gaúcho projeta próximos meses melhores

Após cinco recuos consecutivos, confiança teve leve recuperação em julho
19 de julho de 2019 às 09:37

O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI-RS) subiu pela primeira vez, em julho, após cinco meses consecutivos de queda. Passou de 55,8 pontos para 56,1 - acima de 50 pontos indica que os empresários estão confiantes -, segundo levantamento divulgado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), nessa quinta-feira (18).

A melhora na confiança, porém, está relacionada exclusivamente com a expectativa dos empresários para o futuro, visto que as condições atuais seguem deterioradas. "O resultado reflete, por um lado, a crise na economia no final desse segundo trimestre. Ao mesmo tempo, projeta melhora ao longo dos próximos seis meses, otimismo resultante da aprovação da reforma da Previdência no primeiro turno na Câmara dos Deputados", analisa o presidente da entidade, Gilberto Porcello Petry.  Mesmo com o agravamento das condições atuais, o índice de expectativa para os próximos seis meses de 2019 cresceu 1,1 ponto, para 60,8, em julho. Esse é o primeiro aumento desde janeiro, pois entre fevereiro e junho houve recuo de 12,5 pontos. Os empresários gaúchos ficaram mais otimistas em relação ao futuro da economia brasileira, de 56,6, em junho, para 57,9 pontos, e da sua empresa, de 61,2 para 62,3 pontos. Somente 10,5% dos empresários estão pessimistas. A maioria, 45,7%, não espera mudanças, enquanto 43,8% estão otimistas.  O índice de condições atuais recuou 1,2 ponto em julho na comparação com o mês anterior, para 46,8 pontos, o menor valor desde o mesmo mês de 2018. Valores abaixo de 50 pontos revelam que as condições pioraram nos últimos seis meses. Essa redução foi motivada pelos seus dois subcomponentes: condições atuais da economia brasileira, de 46,6 para 45,8 pontos, e da própria empresa, 48,6 para 47,1 pontos. Após fevereiro de 2019, o indicador baixou 11,5 pontos em cinco recuos consecutivos. O índice de empresários que percebem piora na economia brasileira é de 24,8%, mais que o dobro dos que vislumbram melhora, 11,4%. 





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