Economia

Indústria fecha semestre com atividade estagnada

Levantamento da CNI confirma o fraco desempenho do setor
02 de agosto de 2019 às 09:30

O primeiro semestre do ano registrou estagnação na indústria brasileira, de acordo com levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quinta (1). Houve recuos no faturamento, de 1%; no emprego, de 0,1%; na massa real de salários, de 1,9%; e no rendimento médio real do trabalhador, de 1,8%. As horas trabalhadas na produção ficaram estáveis e a utilização média da capacidade instalada teve queda de 0,1 ponto percentual.

Os dados de junho mostram que, de todos os indicadores industriais, apenas o faturamento registrou índice positivo de 0,3% sobre maio, que havia registrado queda de 2,2%. A utilização da capacidade instalada caiu 0,7% na comparação mensal.

A massa real de salários e o rendimento médio dos trabalhadores recuaram 0,7%. Além de reverter dois meses de crescimento, a massa real foi 0,8% menor que a de junho do ano passado. As horas trabalhadas na produção cederam 0,1% e o emprego manteve-se estável. Os dados mostram que, nos últimos 12 meses, o indicador do emprego teve sete meses de estabilidade, quatro de queda e apenas um de crescimento.

Segundo o economista da CNI, Marcelo Azevedo, o desempenho evidencia que, além das medidas estruturantes, de longo prazo, necessárias para um novo ciclo de crescimento, também são urgentes e críticas ações de curto prazo para estimular a economia. “A redução de 0,5 ponto percentual na taxa Selic foi um fundamental primeiro passo nesse sentido. Há espaço para novas quedas. Adicionalmente, medidas que facilitem e reduzam o custo do financiamento também seriam muito importantes”, reforça.





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