Economia

Indústria do vestuário projeta reação no segundo semestre

Crise nacional é apontada como principal fator prejudicial aos negócios
03 de julho de 2019 às 12:55

O atraso no pagamento do funcionalismo estadual segue impactando as vendas do setor de vestuário no Rio Grande do Sul. Houve, porém, queda na quantidade de empresários que referiram que este aspecto tem impactado seu negócio: na pesquisa anterior, correspondente a dezembro de 2018, o índice era de 73,8%, enquanto em junho deste ano foi para 60,8%. Os dados são da Sondagem de Segmentos da Fecomércio-RS, que consultou estabelecimentos optantes do Simples Nacional, entre 3 e 15 de junho.  Além da questão regional, os empresários indicaram a crise que o país vivencia (74,5%), a alta carga tributária (41,6%) e o custo para manter ou comprar estoques (22,6%) como principais motivos que impedem o crescimento do seu negócio. "As sondagens nos mostram que a economia tem um papel relevante na dinâmica dos negócios, mas é indispensável que muitas empresas repensem práticas se quiserem se manter viáveis e competitivas. O cenário econômico não tende a se modificar rapidamente. Enquanto isso, precisamos fazer nossa parte", comenta o presidente da Fecomércio-RS, Luiz Carlos Bohn. Para 39,2% dos entrevistados, o desempenho das vendas neste primeiro semestre foi regular, enquanto 28,1% classificaram como bom e 26,2% consideraram ruim. A perspectiva de vendas para o próximo semestre, inclusive, é que melhore muito para 42,6% dos entrevistados, enquanto 33,8% acreditam em leve recuperação e 20% que se mantenham estáveis. A Reforma da Previdência, que é vista por boa parte dos empresários brasileiros como uma das soluções para melhorar a economia do país, tem apoio de 69,3% dos varejistas. Destes, 35,8% são favoráveis, mas demonstram ressalvas, enquanto 33,5% são completamente a favor. Outros 17,4% se posicionam contrários à proposta.





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