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Indústria de implementos tem trimestre de recuperação

O primeiro trimestre de 2019 consolida a recuperação gradual dos negócios no setor produtor de implementos rodoviários. No período, a indústria entregou ao
09 de abril de 2019

O primeiro trimestre de 2019 consolida a recuperação gradual dos negócios no setor produtor de implementos rodoviários. No período, a indústria entregou ao mercado 25.507 unidades ante 17.581 no primeiro trimestre de 2018, em alta de 45%. Também é superior a 2013, um dos melhores anos da história, que somou 23,9 mil equipamentos.

No entanto, de acordo com o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir), Norberto Fabris, os investimentos necessários para o reaquecimento efetivo dos negócios ainda não se consolidaram. “A confiança geral melhorou, mas as decisões de investir demandam um pouco mais de tempo. Daí, esse ritmo mais lento na retomada”, explica.

Fabris lembra que o calendário aponta algumas datas que, tradicionalmente, representam aquecimento no comércio de varejo, como a Páscoa e o Dia das Mães. “São eventos onde o comércio nas cidades espera ter bom desempenho e isso se reflete nos negócios de nosso setor”, diz.

O segmento de implementos leves, as carrocerias de chassis, que dependem da reação do comércio, acumula alta de 29%, com total de 11.537 emplacamentos. Das sete famílias, apenas a de baús lonados tem variação negativa, de 39%. Já as betoneiras, de uso na construção civil, apresentam incremento de 444%, com 87 unidades vendidas. Os baús de alumínio e frigoríficos, que respondem por perto de 40% do total, cresceram 12,5%.

Já as vendas de veículos rebocados, as quais incluem reboques e semirreboques, acumulam alta de 61%, com total de 13.970 emplacamentos. Apenas os implementos usados no transporte de toras e os tanques de inox têm variação negativa.

Os demais seguem em alta, superando, em alguns casos, os 100%. Dentre eles, baú carga geral, com 1.110 unidades; dolly, com 1.552; e porta contêiner, com 523. Os modelos graneleiro e carga seca, responsáveis por 28% do total, têm incremento de 77%.





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