Veículos

INVESTIMENTO: Scania apresenta novo plano

04 de junho de 2019 às 12:53

Em 2016, a Scania iniciou um investimento de R$ 2,6 bilhões na sua operação industrial em São Bernardo do Campo, SP, para ser concluído até 2020. O recurso teve como principal objetivo adaptar as fábricas para a maior mudança de linha de montagem já realizada em toda sua história, que resultou na introdução de uma Nova Geração de Caminhões para a América Latina. Agora, ainda não completado esse ciclo, a fabricante sueca anuncia intenção de aportar mais R$ 1,4 bilhão para o período de 2021 a 2024. 

O valor será direcionado para modernização da fábrica. “Nosso ritmo de investimento tem sido de R$ 100 milhões/ano, mas para atender as necessidades atuais das novas tendências ligadas ao mundo do transporte, precisamos elevar esse patamar”, justificou Christopher Podgorski, presidente e CEO da Scania Latin America.

O foco são os combustíveis alternativos, especificamente veículos movidos a gás. “A produção de caminhões a gás em nossa planta, planejada para 2020, exemplifica o que reconhecemos como um investimento sustentável, ou seja, bom para os negócios e sociedade, e ao mesmo tempo de menor impacto para o meio ambiente”, completa.

Com os objetivos de ampliar e concentrar as instalações destinadas às equipes de pesquisa e desenvolvimento e melhorar sua logística fabril, a Scania prevê investir R$ 75 milhões em alterações no Plano Diretor da unidade de produção. “As duas iniciativas deixam claro o quão estratégica é a operação no Brasil. Nosso time está 100% focado na jornada de implementação de combustíveis alternativos na região, especificamente gás natural e biogás”, completa.

A Scania e a Citrosuco firmaram parceria para os primeiros testes com um caminhão que pode ser abastecido com gás natural veicular (GNV) ou biogás. O modelo, um pesado de 410 cavalos de potência, é da Nova Geração de Caminhões da marca. O teste começou na primeira quinzena de dezembro, e o período de análises levará um ano. A tecnologia do motor Scania, inédita na América Latina, também permite rodar com a mistura dos dois combustíveis.