Economia

Hélice triplica número de empresas participantes

Movimento, que será transformado em instituto, amplia estratégias no fomento da inovação
15 de julho de 2019 às 09:21
Foto: Luiz Henrique Bisol, Divulgação

Ao completar seu primeiro ano em funcionamento, o movimento de inovação Hélice, criado a partir da união de objetivos das empresas Marcopolo, Randon, Florense e Soprano, ganhou a adesão de oito novas organizações, e outras já manifestam o interesse de participar. Metadados e TecnoUCS juntam-se como mantenedoras às quatro idealizadoras, enquanto Faculdade da Serra Gaúcha, Sicredi Pioneira RS, Rede Sim, Sistema Saúde Integral, ThyssenKrupp e Unimed Nordeste RS entram como associadas.

Com esta adesão, o movimento também deixa de ter uma visão essencialmente industrial, característica do primeiro ano em função das empresas fundadoras, e passa a atuar também nos segmentos de saúde, educação, finanças e tecnologia. Os novos rumos do movimento, bem como o relato das principais ações desenvolvidas neste primeiro ano, foram expostos em encontro realizado na manhã desta sexta (12), no TecnoUCS.  

Apresentado como executivo da Hélice, outra novidade da segunda fase, Thomas Job Antunes, que no primeiro estágio foi um dos representantes da Marcopolo no processo, destacou os principais objetivos para os próximos meses. Além de continuar no trabalho de inserção de novas empresas – duas já estão encaminhadas, o movimento lançará, com apoio da Ventiur, mais um canal de fomento ao ecossistema por meio de um grupo de investimentos em startups locais. A meta é apurar um volume de R$ 4,5 milhões. A OCA Brasil seguirá como Hub de Inovação e o movimento fortalece sua rede de apoiadores.

Outra novidade será a estruturação jurídica do projeto. Com a validação do modelo realizado na fase 1, o grupo se consolida como Instituto Hélice. Entre os grandes desafios para essa fase está o de ajudar a fomentar ainda mais os empreendedores locais, por meio de um programa que acelere as ideias e soluções das startups, fornecendo condições para que encontrem na Serra Gaúcha e no estado um ecossistema que ofereça condições de desenvolvimento.

OBJETIVOS SUPERADOS

De acordo com os representantes das empresas idealizadoras, a fase 1 não apenas atingiu os resultados como surpreendeu as expectativas. Nessa primeira etapa os envolvidos tiveram uma amostra de como seria realizar inovação de forma colaborativa para transformar a região. Com a definição das dores em comum, foram definidas as áreas de RH, marketing/vendas, indústria e logística para darem o start no projeto.

Com o apoio da ACE foram mapeadas 250 startups no Brasil, sendo 40 pré-selecionadas e 15 escolhidas para apresentarem, em Caxias do Sul, produtos e soluções como foco nos quatro pilares. Do total, 12 seguiram adiante com as provas de conceito. Ao final, as empresas idealizadoras chegaram a 13 contratos de prestação de serviços com startups. Até o momento, nove startups foram contratadas, com a expectativa de que até outubro mais 12 sejam efetivadas.

Na fase piloto, também foram pensadas ações abertas para a comunidade por meio da realização de quatro workshops/mentorias, abertos e gratuitos. Este trabalho envolveu cerca de 350 pessoas com o intuito de ajudar os empreendedores que têm uma ideia ou para aqueles que já pretendem executar.





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