Comunidade

Finestra ensina técnicas artesanais do folclore

Projeto oferece 11 oficinas gratuitas ministradas por especialistas na área
21 de outubro de 2019 às 18:04

Primeira edição do projeto foi realizada em 2016 (Foto de Raysa Roveda)

A segunda edição do Projeto Finestra tem início nessa terça, 22 de outubro, no Ponto de Cultura da União das Associações de Bairros de Caxias do Sul, com 11 oficinas de técnicas artesanais do folclore de várias etnias, com destaque para a imigração italiana na região. As oficinas são gratuitas e abertas à população. Os interessados devem se inscrever pelo fone ou whats (54) 9 8146.6100.

Serão cinco encontros com três horas de duração cada, nos quais os participantes podem se inscrever em uma ou mais oficinas das seguintes técnicas: bordado em ponto cruz com temas folclóricos, crochê renascença, filé II, bordado básico e pedrarias, costura à mão e bonecas folclóricas, crochê básico em cordão, bordado vagonite, tricô básico, macramê em cordão, renda em papel vegetal e jogos educativos folclóricos. Os materiais de trabalho serão disponibilizados pelo projeto.

A primeira oficina acontece pela manhã, a partir de 9h, mas a abertura oficial está marcada para 13h30 com palestras sobre "Motivação" e "Ergometria" (postura correta). Ao longo do projeto também serão apresentados painéis sobre Identidade Cultural, Precificação, Economia Solidária e Programa do Artesanato Brasileiro. Todas as atividades são gratuitas.

O Projeto Finestra foi criado e desenvolvido a partir de experiências e pesquisas realizadas pelo grupo Imigrantes Della Montagna que, há aplica princípios de qualidade sustentável do artesanato e o respeito ao meio ambiente. O grupo se empenha no resgate do Folclore e Cultura de Caxias do Sul, através de técnicas artesanais.

A palavra italiana "finestra" significa janela. É na forma de uma "janela de oportunidade para conhecimento, renda e identidade cultural", que os organizadores desenvolveram o projeto, em 2016, com abertura de 90 vagas preenchidas e inscrições para fila de espera. “Trata-se de um curso profissionalizante e os participantes da primeira edição relatam que tiveram bons retornos econômicos. Mas o melhor retorno é a saúde social, a integração e a perspectiva de criar novos produtos e expandir relações. Incentivamos que sigam se reunindo, tipo um filó moderno", define Susete Roveda, professora de artes aposentada e artesã, que ministra oficinas ao lado de Eloisa Rama, Sandra Teixeira, Genessy Bertolini, Irma Trevisol, Alda Lorenz e Marisa Roegelin. A segunda edição ocorre três anos depois graças ao financiamento da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, com apoio cultural das Empresas Randon, Guinchos Vanin e Unimed, e produção cultural de Claudio Troian.





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