Economia

Faturamento da indústria de máquinas cresce 15% em maio

No acumulado do ano, o índice é de 7,5%, acima da projeção de 5% para os 12 meses
26 de junho de 2019 às 12:28

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos cresceu 15,1% em maio em relação ao mesmo mês do ano anterior e 4,7% na comparação com abril, totalizando R$ 7,2 bilhões de receita líquida total. O dado foi divulgado nesta terça (25) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Segundo a entidade, o crescimento é influenciado principalmente pelo mercado doméstico, com alta de 12%.

No acumulado dos cinco meses, o incremento é de 7,5%. “É um índice robusto, mas estamos olhando para maio do ano passado, quando teve a greve dos caminhoneiros. Portanto, trabalhando com uma base muito ruim. Para se ter ideia, de 2012 para 2015 o mercado caiu 50%. Estamos falando de 7,5% sobre 50% menos”, ressalvou o presidente da entidade, João Carlos Marchesan.

Para a Abimaq, os números do setor estão acima dos observados no primeiro semestre de 2018, período muito afetado pela greve dos caminhoneiros. Mas o setor tem dúvidas de que esta melhora será mantida ao longo dos próximos meses. “O setor de máquinas agrícolas trabalha com elevação de 10%, mas o índice geral projetado é de 5%. É um índice sobre uma base ruim, mas já começa a crescer. A atual idade média das máquinas é de 10 a 15 anos. É muito antiga e precisa ser renovada. E muitas empresas não estão tendo condições de trabalhar. Então, de uma maneira ou de outra, precisar trocar essas máquinas. E isso já começou a acontecer”.

A balança comercial do setor teve saldo negativo de US$ 812,3 milhões em maio, recuo de 38% em comparação ao mesmo mês do ano passado. Mas as exportações cresceram, atingindo US$ 740,92 milhões, incremento de 43,2%, mas em queda de 6,1% em relação a abril. As importações também cresceram: 26,8% em relação a abril e 40,5% sobre maio do ano passado.

O balanço divulgado demonstra a retomada do emprego. Em 2019, até maio, houve a criação de 8 mil postos de trabalho, o que representou crescimento de 4,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. Segundo a Abimaq, o ciclo de emprego deve continuar crescendo no decorrer do ano, de forma gradual e lenta.

 

Entidade cobra mais do que somente reformas

 

O setor está otimista com a aprovação da reforma da Previdência este ano. “No nosso entendimento, será a mais robusta possível. Se for algo em torno de R$ 1 trilhão, já está de bom tamanho”, disse o presidente da Abimaq, João Carlos Marchesan, que também citou a reforma tributária como essencial. “Mas não é só isso que fará o Brasil crescer. É preciso que haja demanda, investimentos do próprio governo e que se trabalhe em uma agenda no dia seguinte. Aprovadas as reformas, elas farão efeito em longo prazo, mas precisamos fazer a economia crescer já”, cobrou.