Variedades

Escola caxiense é vice em mundial de robótica

Conquista veio com desenvolvimento de um traje espacial
11 de junho de 2019 às 11:42
Foto: Divulgação

A equipe Tecnoway, da Rede de Ensino Caminho do Saber, de Caxias do Sul, conquistou o vice-campeonato mundial de robótica, realizado em Montevidéu, no Uruguai. Também apresentou o melhor desempenho do robô na arena, onde é preciso realizar o maior número de tarefas em 150 segundos.

A competição reuniu 700 jovens, entre nove e 16 anos, divididos em 66 equipes de 25 países, oito delas brasileiras. A equipe caxiense, formada por oito estudantes, foi liderada pela vice-diretora da Rede e técnica da equipe, Alexandra Valença Colvara. “É um ano de muito trabalho e pesquisa. Passamos pelos campeonatos estadual e nacional”, frisou.

Com o tema “Into Orbit”, as equipes foram desafiadas a encontrar um problema considerado interessante e passível de solução inovadora para as questões físicas ou psicológicas enfrentadas pelos astronautas durante explorações espaciais. A Tecnoway identificou que o maior problema enfrentado pelos astronautas nas viagens espaciais é a perda de massa muscular. “Como não há gravidade, os músculos não são tão exigidos, causando atrofiamento muscular total. Isto gera problemas de perda de capacidade cardíaca e respiratória, falta de sustentação corporal quando retornam a Terra, danos neuromotores irreparáveis e dores extremas em todos os músculos do corpo”, salientou Alexandra.

A solução apresentada pela equipe foi o "EletroEX", um traje especial para exercício físico no espaço. Ao ser utilizado durante o exercício, o traje fará estímulos elétricos, que aumentam em até seis vezes a retenção de massa muscular, e sendo seis vezes mais eficaz que outras soluções. Diminuindo drasticamente a perda de massa muscular, a solução ainda aumenta a circulação sanguínea e reduz a perda de densidade óssea. “Durante a pesquisa, descobrimos uma academia de Caxias que trabalha com eletroestimulação. Juntamente com uma empresa de confecção, criamos um uniforme com eletrodos para que os astronautas possam usar durante os exercícios que precisam realizar no espaço”, explicou.

 

Equipe Tecnoway 2019

Augusto Pioner, Érica Pescador, Gabriel Vanin, Leonardo Neto, Luiza Colvara, Maria Eduarda Chessio, Mateus Tomaz e Roberta Pioner

 

Faltam parceiros para implantar os projetos

No mês de agosto as equipes começam a pensar o projeto para os campeonatos de 2020, quando deverá ser abordado o tema sobre cidades inteligentes. Em 2018, a Tecnoway desenvolveu um projeto que trazia uma solução para o reaproveitamento da água da máquina de lavar roupa. Em 2017, o projeto que os levou ao campeonato mundial na Austrália, cujo tema era animais, foi o desenvolvimento de uma máquina onde era possível trocar latinhas por ração. “Infelizmente, todos os projetos estão parados e os protótipos guardados. Não encontramos parceiros dispostos a torná-los realidade. São propostas úteis e revolucionárias. Quem tiver interesse, é só nos procurar. Para o projeto deste ano, temos o contato de um dos engenheiros da Nasa. Com ele, estamos tentando viabilizar essa possibilidade, mas depende de uma série de fatores”.

A equipe Tecnoway foi criada em 2010 com o propósito de representar a escola em campeonatos. Devido ao regramento dos torneios foi estabelecido que, para integrar o time, a faixa etária é de nove até 16 anos. Sempre que um aluno atinge a idade limite, a vaga é aberta. A escolha se dá por meio dos jogos robóticos realizados pela escola, que este ano será no dia 13 de julho. Os estudantes que mais se destacam são convidados a integrar a equipe. Para 2020, duas vagas serão abertas. “Desde o pré 1 já proporcionamos aos alunos a oportunidade de ter o contato com conteúdos de tecnologia, que evoluem à medida que avançam de séries. São assuntos que, normalmente, eles só teriam contato nas universidades ou em cursos técnicos específicos. É um diferencial da escola, que também estimula a importância do trabalho em grupo e gera muitos frutos”, assegurou.





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