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Empresas Randon elevam receita líquida em 45%

O desempenho geral das Empresas Randon em 2018, apresentado ao mercado nesta quarta (20), superou até mesmo as metas estabelecidas para o ano e anunciadas em fevereiro. A fabricante de implementos
21 de março de 2019

O desempenho geral das Empresas Randon em 2018, apresentado ao mercado nesta quarta (20), superou até mesmo as metas estabelecidas para o ano e anunciadas em fevereiro. A fabricante de implementos rodoviários, veículos fora de estrada e autopeças, além de prestadora de serviços financeiros, atingiu receita bruta de R$ 6 bilhões e líquida de R$ 4,3 bilhões, altas respectivas de 43,4% e 45% sobre 2017. Em relação aos valores inicialmente estimados para o ano, de R$ 5 bilhões brutos e R$ 3,6 bilhões líquidos, os incrementos são de 20% e 18%. O PIB de 2018, recentemente anunciado pelo governo, foi de apenas 1,1%.

Dentre os principais fatores para este crescimento, que se estendeu ao mercado automotivo pesado de forma geral, a diretoria do conglomerado citou o envelhecimento da frota no período da crise, juros em taxas mínimas históricas e a safra agrícola positiva. Ainda é listada a expectativa de retomada econômica mais vigorosa, refletida nos atuais índices de confiança do mercado, e o reposicionamento dos preços dos fretes após a greve dos caminhoneiros em maio do ano passado.

Segundo a empresa, o movimento liderado pelo setor de transportes gerou uma mudança na dinâmica da demanda de caminhões e semirreboques, com formação de frotas próprias pelos geradores de cargas e incremento pelas transportadoras, repercutindo na redução da atividade para os motoristas autônomos. No entanto, o entendimento é de ser prematuro afirmar que se trata de uma nova tendência no mercado.

O conglomerado apresentou lucro líquido consolidado de R$ 151,7 milhões, expansão de 224,8% sobre o ano anterior. A margem líquida atingiu 3,6%, em alta de dois pontos na comparação com 2017. Mas ficou abaixo de registros de outros anos, quando alcançou perto de 8%.

A empresa consolidou ebitda de R$ 559,8 milhões, crescimento de 82%, equivalente a 13% da receita líquida, e avanço de três pontos em relação ao registrado no ano anterior. Segundo a diretoria, este resultado foi possível pelas condições mais favoráveis do mercado, recuperação de preços e contenção da pressão de custos.

Os investimentos somaram R$ 335 milhões, crescimento de 55% sobre 2017. Do valor total, R$ 137 milhões foram aplicados em manutenção e expansão fabril e R$ 197 milhões em aquisições. O principal aporte foi na Fremax, fabricante de freios com sede em Joinville, de R$ 162 milhões. Ao longo do ano, a empresa aumentou em 37% o seu quadro funcional, passando de 7.821 no final de 2017 para 10.714 em dezembro passado.

 

Implementos e veículos aumentam participação

 

Na composição da receita do ano passado, a divisão autopeças participou com 50,8%, com total acima de R$ 2,2 bilhões, em alta de 43%. A divisão montadoras superou R$ 1,9 bilhão, crescimento de 51%, e participação de 45%, alta de quase dois pontos em relação ao ano anterior. Segundo Alexandre Gazzi, diretor da divisão, a marca consolidou 38,6% de participação no mercado nacional. Para 2019, a meta é alcançar 40% num universo estimado entre 50 mil a 55 mil veículos rebocados. Entre 40% a 45% dos implementos estão vinculados ao agronegócio por meio de modelos graneleiros e basculantes. Em relação ao segmento ferroviário, Gazzi avaliou que a retomada depende, exclusivamente, da definição em torno das concessões.

As vendas para o exterior totalizaram US$ 182,3 milhões, aumento de 17%. A principal expansão ocorreu na venda de veículos rebocados, com alta de 50%, com destaque para o mercado chileno. Em volumes, a Fras-le se destacou, aproveitando o bom momento da economia dos Estados Unidos, responsável por 47% das exportações da controlada.

 

Projeção de 18% para este ano

 

A projeção do grupo para este o ano é de crescer na ordem de 18%, totalizando receita bruta de R$ 7 bilhões e líquida de R$ 5 bilhões. As receitas com origem externa estão estimadas em US$ 300 milhões e as importações em R$ 75 milhões. Os investimentos deverão somar R$ 220 milhões.

De acordo com o presidente da diretoria executiva, David Randon, o mercado tem dado sinais positivos, principalmente pelo encaminhamento das reformas propostas pelo governo, em especial da Previdência. Ponderou, no entanto, que a empresa se mantém cuidadosa. Relatou que as empresas estão operando muito perto de suas capacidades totais. Em relação a aquisições, o diretor da divisão de autopeças, Sérgio Carvalho, explicou que o foco segue em duas linhas: expansão de portfólio e globalização da empresa. Mas não antecipou nenhuma negociação, apenas prospecções.