Economia

ENDIVIDAMENTO: Indicador atinge maior nível em 21 meses

07 de agosto de 2019 às 10:14

O mês de julho registrou avanço no índice de famílias gaúchas endividadas tanto na margem quanto em relação ao mesmo período do ano anterior, ao atingir 72,9%. Este é o maior valor do índice desde outubro de 2017, quando marcou 75,3%. O percentual de famílias com contas em atraso e que não terão condições de pagar suas dívidas pelos próximos 30 dias teve aumento por conta da piora desses indicadores para o grupo com renda inferior a 10 salários mínimos, que corresponde a 80,7% da amostra. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, divulgada pela Fecomércio-RS.

O presidente da entidade, Luiz Carlos Bohn, destaca a fraca atividade econômica e o aumento da informalidade no mercado de trabalho entre os motivos do resultado. "A menor estabilidade em relação à renda faz com que o endividamento passe a ser uma saída para manter o consumo. Porém, medidas como a possibilidade de saque do FGTS podem ter impacto sobre o cenário", argumenta. O índice de famílias que se considera muito endividada foi de 15,5%, aumento considerável em relação a junho (9,9%) e a julho de 2018 (8,9%). Já a parcela da renda comprometida com dívidas, na média em 12 meses, teve pequeno recuo em comparação ao mês passado, de 30% para 29,8%. No mesmo período, o tempo de comprometimento com dívidas se manteve estável em 5,3 meses. De acordo com a pesquisa, o cartão de crédito ainda é a principal forma de dívida (76,6%), seguido por carnês (23,6%), financiamento de casa (12,1%) e crédito pessoal (11,6%).

O número de famílias com contas em atraso foi de 24,7%, aumento em comparação a junho (22,1%) e julho do ano passado (19,3%). Mas ainda é considerado moderado quando comparado ao pico atingido em janeiro de 2018, de 46,2%. O tempo médio de atraso neste indicador também se manteve estável, registrando 62 dias em julho frente a 62,3 em junho. 





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