Cidades

Cremers identifica piora nas condições de trabalho da UPA

Fiscalização desta sexta também se estendeu aos hospitais Pompéia e Geral
15 de julho de 2019 às 09:38
Foto: Banco de Dados

Para verificar se as irregularidades ou inconformidades apuradas no mês de março deste ano haviam sido corrigidas, representantes do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) e do Ministério Público Federal vistoriaram, nesta sexta-feira (12), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Zona Norte de Caxias do Sul. Na atividade, apuraram falta de médicos, superlotação em determinados horários e atendimento irregular de profissionais na UPA, em desacordo com o que é preconizado pelo Conselho Federal de Medicina. “Não encontramos ninguém da diretoria. Constatamos que nada foi feito, com fortes indícios de piora. Eles anunciam que tem pediatra, mas constatamos que os três profissionais que atendem nesta área não possuem título de especialista na área”, detalhou o médico Geraldo Jotz, coordenador de fiscalização.

Durante a fiscalização, foi constatado que quatro estudantes do curso de Medicina da Universidade de Caxias do Sul estavam atendendo junto à Sala Vermelha, sem acompanhamento de professores. “No nosso ver, é uma falha, pois médicos que ali estavam não são especialistas, além de serem apenas dois, quando deveriam ser cinco”, apontou. Outra irregularidade encontrada foi o registro de um médico com o Conselho Regional de Medicina (CRM), vinculado ao estado da Bahia. “Isto é proibido, ele deveria estar inscrito junto ao CRM do Rio Grande do Sul”, acrescentou.

A equipe também visitou os hospitais Geral e Pompéia, igualmente vistoriados em março, quando foram apurados problemas semelhantes aos encontrados na UPA. Segundo Jotz, novas situações foram constatadas. Ele informou que o relatório estará pronto no decorrer da próxima semana e será encaminhado ao Ministério Público Federal. Também haverá envio do material às comissões Municipal e Estadual de Saúde; ao diretor técnico do Instituto de Gestão e Humanização; ao secretário da Saúde de Caxias do Sul, Júlio César Freitas, e aos responsáveis pelos hospitais com apontamentos e cobranças de resolução.





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