Economia

Conflito China-Estados Unidos afetará economia brasileira

08 de agosto de 2019 às 09:59

O economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs), André Nunes de Nunes, mostrou que a desaceleração global, a guerra comercial e problemas estruturais têm dificultado a estabilização econômica da China, cujo PIB passou de 10,6% em 2010, caiu para 6,6% em 2018; e a previsão é de 5,5% em 2024. “A economia brasileira sofre consequências diretas e indiretas dessa guerra entre EUA e China”, alertou.

No entanto, adiantou que a crise entre os dois países trará oportunidades para alguns segmentos, apesar de no contexto geral não ser positivo, nem para o Brasil, nem para o mundo. Internamente, a sugestão do economista é prosseguir com agenda de reformas.

As expectativas para o segundo semestre de 2019 e o ano de 2020 se sustentam na recuperação cíclica da confiança elevada, da ociosidade na indústria com possibilidade de ampliação de trabalho, da inflação controlada e juros baixos, da queda sistemática do endividamento das famílias e estoques ajustados. Quanto aos impactos imediatos da Reforma da Previdência, o economista destacou espaço para novas quedas na taxa Selic, a redução do empoçamento de crédito, o incentivo à tomada de decisão de investimentos e o maior espaço para o progresso de agenda da competitividade.