Política

Comunidade se despede do padre Roque Grazziotin

Políticos exaltaram o legado de um dos fundadores e ex-deputado do PT de Caxias
24 de setembro de 2019 às 08:51
Foto: Divulgação, Banco de Dados

O corpo do ex-deputado estadual, padre Roque Grazziotin/PT, foi cremado no final da tarde de ontem (23), no Memorial Crematório São José, em Caxias do Sul. Ele morreu na noite de domingo (22). O religioso fazia tratamento de saúde, tendo em vista ter sofrido um acidente vascular cerebral, em 2016. Nascido em Antônio Prado há 73 anos, ele adotou Caxias para trabalhar pela Igreja Católica, onde ingressou em 1973, e pelos movimentos sociais.

No início da década de 1980, fundou o PT em Caxias do Sul – sigla pela qual concorreu a prefeito em 1988. Em 1998, se elegeu deputado estadual, com 29 mil votos. Na Assembleia Legislativa, presidiu a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos, entre 2000 a 2003. Na carreira como administrador, presidiu a Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS).

A Câmara de Vereadores emitiu nota de pesar, onde lamentou a morte do religioso, que em 2011, recebeu o Título de Cidadão Caxiense. No documento, o presidente do Legislativo, vereador Flavio Cassina/PTB, destaca a contribuição social do padre à Caxias e ao Estado, não só como religioso, mas também pela atuação como professor universitário, presidente da FUCS e deputado estadual. “É um líder que fará muita falta entre nós. Como reconhecimento de seu trabalho, recebeu da Câmara o título de Cidadão Caxiense. A atuação comunitária e política, voltada à transformação social, e seu apoio espiritual ajudaram muita gente e, por isso, ficará como um forte legado para Caxias do Sul e região”, afirma Cassina.

Revolucionário de ideias

É desta forma que personalidades do Partido dos Trabalhadores (PT) de Caxias definem o padre Roque Grazziotin. Segundo a ex-deputada estadual Marisa Formolo, ele era aceito em todas as camadas sociais. Marisa destacou que a entrada nele na política, há 30 anos, representa a vanguarda do que, hoje, é pregado pela Igreja Católica. “Ele conseguia conversar e ser respeitado por pessoas de todas as crenças, de todos os partidos. Conseguiu romper com a estrutura formal da Igreja para ser candidato a prefeito em 88. O padre Roque sempre dizia que existe política por todos os lugares, na igreja, na escola, na sociedade. Agora, está sendo profundamente reafirmado pelo Papa Francisco, que os cristãos têm que estar na política partidária para cumprir um papel a serviço do bem comum. Ele era um cristão engajado na prática social e essa foi sua marca profunda”, ressaltou.

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Caxias, Denise Pessôa, destacou que a solidariedade também foi um dos legados de Roque Grazziotin. Para ela, acima de tudo, o padre foi um defensor das causas sociais. “O padre Roque foi um uma pessoa que inspira os movimentos sociais, que fez de pequenas, grandes ações de mudança no mundo. Foi alguém que viveu realmente a fé viva, que ele pregava. Na política, teve a grandiosidade de construir e apoiar novas lideranças. Um visionário, que contribuiu para construções de políticas, como o ProUni, por exemplo. Ele sempre teve um compromisso com quem mais precisa”, salientou.

No Facebook, o deputado estadual Pepe Vargas, postou a seguinte mensagem: “Comunico o falecimento do companheiro padre Roque Grazziotin. Roque foi deputado estadual, candidato a prefeito de Caxias do Sul em 1988, grande incentivador das pastorais sociais. Uma grande perda. Um grande exemplo”.





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