Economia

Cenário econômico é positivo para 2020

Análise foi feita na reunião-almoço da CIC desta segunda (11/11)
11 de novembro de 2019 às 16:38

Piccinini fez avaliação detalhada sobre os rumos da economia global em 2020 (Foto Julio Soares, Divulgação)

O diretor-superintendente do Banco Randon e da Racon Consórcios, Joarez Piccinini, desenhou um cenário otimista para a economia brasileira no próximo ano, durante palestra na reunião-almoço desta segunda (11/11), na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul. Ressalvou, no entanto, a necessidade de cautela, pois o desempenho futuro positivo está alinhado com a continuidade e aprovação das reformas pelo Congresso Nacional, que conduzam o governo a um equilíbrio fiscal. “O Brasil passa por uma importante mudança com a adoção de uma política econômica liberal pró-mercado. Caberá ao setor privado impulsionar o crescimento econômico”, projetou.

Para Piccinini, também diretor de Economia, Finanças e Estatística da CIC, o Brasil tem uma série de desafios pela frente, mas está em um momento muito promissor. “O Brasil tem uma resiliência muito forte”, afirmou, ao lembrar que o País passou recentemente por período de profunda recessão. Segundo ele, os últimos três anos foram de superação, com crescimento, embora ainda tímido e bem abaixo do potencial da economia brasileira. “A recuperação é lenta, mas crescente”, ratificou.

Entre as projeções apontadas por Piccinini para os principais indicadores da economia brasileira de 2019 para 2020 estão o desemprego caindo de 12% para 11,4%; a taxa de juros mantendo-se em 4,50%; inflação passando de 3,3% para 3,6%; e câmbio em R$ 4,00. Em relação ao PIB, disse que o descontrole das contas públicas afetou o seu desempenho a partir de 2014, quando sofreu queda brusca, ficando negativo em 2015 e 2016. Houve lenta recuperação a partir de 2017, mas as contas públicas limitam o potencial de crescimento entre 3,5% e 4%. Em razão disso, a alta esperada para 2020 é em torno de 2%.

De acordo com Piccinini, é a sociedade que quer que o Brasil avance, e o Congresso está entendendo esse desejo ao aprovar as reformas. “Meu otimismo deriva da combinação de fatores, de uma proposta clara da equipe econômica e da sociedade, e o Congresso entendendo essa demanda”, argumentou.

Em relação à economia global e aos movimentos políticos na América Latina, concluiu que o Brasil tem condições, pelo tamanho do mercado, de crescer. “Basta melhorar o ambiente econômico para que haja maior geração de empregos, e que as pessoas tenham melhor nível de renda e capacidade de consumo. Na hora em que fizer isso, o País será muito menos impactado por eventual dificuldade que algum país ou região do mundo possa sofrer”, sustentou.