Política

Caso Arlinda Manfro revela autoritarismo do Executivo

Vereador questionará a Secretaria da Educação sobre despesa com obra em Galópolis
31 de julho de 2019 às 09:29

O vereador Velocino Uez/PDT quer saber quanto a Secretaria Municipal de Educação (Smed) gastou para reformar um prédio, em Galópolis, para transferir os mais de 60 alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental Arlinda Lauer Manfro, localizada em São João da 4ª Légua. A declaração ocorreu na tribuna da Câmara de Vereadores, na sessão desta terça-feira (30).

O pedetista mostrou, no telão do plenário, fotos do novo local, escolhido pela Prefeitura para transferir os alunos do prédio, que necessita de reparos. Ele disse que aguarda decisão da Justiça para a postura impopular do Executivo. “A Smed e o Município ignoram qualquer entidade, o Conselho de Educação, as 1.200 assinaturas de moradores, as pesquisas de permanência da escola na 4ª Légua, o Ministério Público que abriu uma ação civil, nada é ouvido. Estive lá no local, ao lado do posto, e ainda nem a metade dos alunos tinha chegado. O campo está alagado, todos aqueles barrancos em volta”, alertou.

Uez também exibiu fotos de um protesto realizado por pais e alunos, na manhã de ontem, na reabertura do ano letivo. Ele criticou a presença da Guarda Municipal. “São pais de alunos, ninguém é marginal. A Guarda foi com duas viaturas porque temia alguma coisa. Quando tu estás fazendo a coisa certa não tem que temer”, salientou.

Uez revelou que irá protocolar um pedido de informações ao Executivo ainda esta semana. A intenção é de que seja votado, em regime de urgência, na sessão de amanhã (1). “Queremos saber quanto foi gasto ali. Mas sem mentiras, porque a Smed mentiu quando disse que não tinha orçamento na Arlinda Manfro e eu tenho, em mãos, um orçamento de R$ 32 mil, que adequaria aquele colégio. Final de semana anuncia frio, muita chuva, um local totalmente úmido, piso cru. O que foi feito lá dentro de calefação para essas crianças? Quem vai ser responsabilizado?”, questionou.

O QUE DISSERAM...

RAFAEL BUENO/PDT – “O que mais me surpreende é que, ao invés de o prefeito se preocupar com as escolas da cidade, ele faz um convite oficial aos chineses. Eu fico pensando qual é o motivo, se é para mostrar a educação na cidade. Se os chineses vierem aqui, eles vão ter que tentar abrir os olhos, porque, se eles olharem com os olhinhos pequenos, vão ver realmente uma cidade que acabou com a educação”.

ADILÓ DIDOMENICO/PTB– “É uma administração que trabalha totalmente de costas para a comunidade. Todo mundo é contra a mudança, mas os gestores botaram na cabeça que iam mudar e eles mudam. Assim foi com as bancas, com a região do turismo. Não dá para compreender o descaso que se faz quando todo mundo luta ao contrário. Tu está contrariando a comunidade, é lamentável”.

ELÓI FRIZZO/PSB – “É uma situação calamitosa e total falta de diálogo de parte da gestão em dar o encaminhamento mais simples para a solução desse problema. Só para fazer um reparo aqui com relação à fala do vereador Rafael, acho que seria importante o prefeito, quando fala dos chineses, quem sabe convidar o ex-vereador Francisco Spiandorello, que foi quem fez todos esses primeiros contatos com essa cidade de Changzhou”.





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