Economia

CONJUNTURA: Empresário indica desenvolvimento econômico para erradicar miséria

Ponte elencou medidas para o fim da crise do governo gaúcho
23 de abril de 2019 às 12:35
Foto: Foto: Julio Soares/Objetiva, Divulgação

“O desenvolvimento econômico é o único caminho capaz de erradicar a miséria, ao mesmo tempo em que é também o único que pode assegurar aumento sustentável da arrecadação. E é nele que os governantes devem concentrar suas maiores energias”. A afirmação é do presidente da Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul, Luis Roberto Ponte, que palestrou na reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul nesta segunda-feira (22). O engenheiro, que já foi deputado federal constituinte e ministro-chefe da Casa Civil, além de presidente de entidades da indústria da construção civil, listou três medidas que considera básicas para o Estado retomar o desenvolvimento e erradicar a miséria.

Para ele, é preciso atrair, incentivar, respeitar e tratar com dignidade as empresas cumpridoras da lei, que produzem os bens que tiram as pessoas da miséria e geram a arrecadação e o posto de trabalho essencial à dignidade humana. Também sugeriu a eliminação das exigências inúteis, da burocracia e a superposição de normas e fiscalizações contraditórias, criticando a insegurança jurídica e a presença desnecessária e intervenção ruinosa do governo, que além do desperdício dificultam ou impedem a existência das empresas.

Por fim, falou da necessidade de se cuidar do equilíbrio fiscal e não gastar as receitas sem obedecer às prioridades. “As injustiças e os desperdícios no fundo são o que gerou a insolvência do Rio Grande do Sul e a chaga da pobreza absoluta”, afirmou.

De acordo com o empresário, os equívocos das últimas décadas tornaram o Estado insolvente, o que faz com que a prioridade do atual governo seja obter recursos com a correção dessas distorções e injustiças. “O maior desafio atual é demonstrar aos deputados que, mesmo desagradando a muitos, eliminar essas mazelas e injustiças é fundamental para atender ao bem comum e aos anseios da própria sociedade, que são o objetivo principal dos seus mandatos”, ponderou.





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