Cidades

CEBOLA: Serra responde por 40% da produção gaúcha

Terceira hortaliça mais consumida no Brasil, perdendo apenas para o tomate e a batata, a cebola é cultivada em aproximadamente 60 mil hectares em todo o país, com produção
09 de abril de 2019

Terceira hortaliça mais consumida no Brasil, perdendo apenas para o tomate e a batata, a cebola é cultivada em aproximadamente 60 mil hectares em todo o país, com produção média de 1,6 milhão de toneladas. No Rio Grande do Sul, sexto maior produtor, o cultivo está presente em 6,8 mil hectares, colhendo em média 90 mil toneladas. Na safra 2018/19, o faturamento bruto do segmento foi de R$ 135 milhões. “Ocupamos 7,5% de toda a produção nacional”, informou Paulo Lipp, coordenador das câmaras setoriais da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural.

As principais regiões produtoras comercialmente são Litoral Sul e a Serra, onde se destacam os municípios de Nova Pádua, Antonio Prado, Flores da Cunha, Caxias do Sul e Nova Roma do Sul. Aproximadamente 2,5 mil famílias gaúchas produzem o tubérculo comercialmente. Destes, 40% estão localizados na Serra. “A cebola é de fácil adaptação. Está presente em praticamente todas as partes do estado, porém mais para a subsistência e atendimento de mercados locais”, salientou.

Conforme Lipp, o preço médio pago pelas Centrais de Abastecimento (Ceasa) aos produtores varia de R$ 1 a 1,5 por quilo. Mas atualmente os preços estão na faixa R$ 2. Fato que está estimulando o produtor rural a aumentar a área. “O inverno passado atendeu às necessidades da cultura. Frio durante o plantio e desenvolvimento da planta, sem fortes ondas de calor. Colhemos um produto de qualidade superior, por consequência com maior valor agregado. O que é muito bom, pois há cerca de dois anos, a remuneração girava de R$ R$ 0,30 a R$ 0,50, gerando déficit para a cadeia”, ressaltou.

Para a safra 2019/20, que começará a ser plantada no final de junho, com colheita estendendo-se de novembro a janeiro, se projeta colher de 110 a 120 mil toneladas. Mas para que o otimismo se mantenha, Lipp aponta algumas questões que precisam de maior atenção: armazenamento, mecanização, seguro rural e sucessão familiar. “O cenário que se visualiza é positivo, com muito a crescer. Segundo dados da Associação Nacional dos Produtores de Cebola, cada brasileiro come, em média, oito quilos de cebola por ano. Embora seja um bom número, dá para melhorar com planejamento e qualificação”, assegurou.





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