Economia

CAMPOS DE CIMA DA SERRA: Vinícola quer transformar região em polo de enoturismo

Com nova planta, marca agrega maior valor à sua linha de produtos
23 de maio de 2019 às 12:42
Foto: Divulgação

Há mais de meio século, a família Zanotto é sinônimo de vinho na região dos Campos de Cima da Serra. Agora, a Vinícola Campestre se prepara para um novo capítulo em sua história, com a consolidação de nova unidade, em Vacaria. “Essa nova planta, além de permitir a ampliação da produção de vinho de mesa e de sucos para cerca de 30 milhões de garrafas, também terá como o foco a expansão da comercialização de vinhos finos e espumantes, assim como o desenvolvimento do enoturismo na região. Para tanto, a unidade contará com espaços para eventos, lojas, restaurante e museu do vinho”, explica o diretor João Carlos Zanotto.

O projeto demorou seis anos para ser concluído e demandou investimento superior a R$ 30 milhões, especialmente na aquisição de máquinas importadas da França e da Itália. São 84 hectares com 23 mil m² de área construída. O atual quadro de 116 colaboradores será ampliado, no futuro, para 135. Localizada às margens da BR-116, a nova sede tem arquitetura própria que lembra os grandes complexos vinícolas da Europa. Conforme dados da Associação Brasileira de Supermercados, a Vinícola Campestre é a que mais vende vinhos de mesa há cinco anos consecutivos, atingindo volume comercializado, em 2018, de 25 milhões de garrafas, incluindo espumantes, suco de uva e de maçã.

Além de ampliar a produção para 170 mil garrafas por dia e consolidar a entrada no mercado de vinhos finos, Zanotto revela que um dos objetivos é produzir um novo terroir na região.

Nesta direção, a vinícola investiu no cultivo próprio de uvas numa área plantada de 25 hectares. Atualmente, conta com 740 produtores que fornecem uva de mesa, mas para a linha de vinhos finos a direção percebeu a necessidade de produção própria. A área plantada conta com mais de 10 variedades de uvas, importadas da França e da Itália. “Como estamos a quase mil metros de altitude e contamos com invernos rigorosos e verões quentes, esse é um clima ideal para produzir bons vinhos, principalmente com uvas sauvignon blanc, merlot e pinot noir”, destaca o enólogo André Donatti.





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