Política

Aterro sanitário só pode receber lixo até maio

Para evitar o caos, Secretaria do Meio Ambiente de Caxias do Sul busca solução emergencial junto à Fepam
04 de fevereiro de 2020 às 20:47

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Objetivo futuro é investir R$ 35 milhões para garantir capacidade para mais 11 anos (Foto Marcos Cardoso, Divulgação)

O secretário do Meio Ambiente, Nerio Susin, anunciou na terça-feira (4/2) que o aterro sanitário Rincão das Flores, na localidade do Apanhador, em Caxias do Sul, está praticamente exaurido e com capacidade para receber resíduos somente até o mês de maio. Ou seja, o local, inaugurado em 2009, tem espaço disponível de cerca de 45 mil m³.

De acordo com o secretário, são acondicionados na área, mensalmente, 14.846 m³. Também informou que solicitou à Fepam (Fundação Estadual de Proteção ao Meio Ambiente) autorização para disposição até a cota 960m - atualmente está limitada até a cota 955m -, para que permita a disposição de, ao menos 120.000 m³, viabilizando a operação até o final deste ano.

Em ação paralela, a pasta elabora um projeto de ampliação para gerar espaço útil para mais 11 anos. O projeto prevê ampliar em mais 1,6 milhão m³, num investimento na ordem de R$ 35 milhões, captados junto a fontes de financiamento. A situação já havia sido mencionada pelo prefeito Flavio Cassina em sua manifestação, pela manhã, na Câmara de Vereadores.

Susin ainda relatou passivo de 634 processos aguardando vistoria – no momento estão sendo avaliados os de junho de 2018 - e falta de equipamentos para manutenção de praças e parques. "Nos últimos dois anos não houve instalação de nenhuma lixeira, banco ou grade nas praças e parques. E não temos nenhum em estoque para reposição”, assinalou. Citou ainda que o plantio de árvores foi reduzido pela metade no último ano – apenas 2.500 mudas. O secretário confirmou investimento de R$ 10 milhões no Centro de Saúde e Bem Estar Animal e ampliação das atuais 44 gavetas disponíveis para 842 nos cemitérios públicos da cidade.