Política

APARTE

Depois de negar uma vistoria à Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo, o governo municipal também não permitiu que os fiscais do Conselho Regional de Medicina
25 de março de 2019

Depois de negar uma vistoria à Comissão de Saúde e Meio Ambiente do Legislativo, o governo municipal também não permitiu que os fiscais do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) tivessem acesso ao interior da obra de reforma do antigo Postão 24h – futura UPA Central – nível 3. A negativa em acessar o local faz parte do relatório da tentativa de fiscalização ocorrida no dia 8 de março, às 14h15, pelo conselheiro coordenador da fiscalização, Geraldo Pereira Jotz, e pelo médico fiscal sênior, Mario Henrique Osanai. De acordo com o documento, os fiscais solicitaram a presença do médico responsável técnico, mas foram informados da ausência dele e que o prédio estava em obras. Eles foram encaminhados para a diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Andresa do Amaral, que informou que a responsabildide era da Secretaria Municipal de Planejamento. Jotz então solicitou acesso à obra. “Decorridos 90 – noventa minutos, a Sra. Andresa informou que o acesso à obra não fora autorizado pelo Executivo Municipal”, consta no relatório.

INTERDIÇÃO ÉTICA

Além da UPA Zona Norte, este também foi o indicativo do relatório do Cremers sobre a vistoria realizada na Unidade Básica de Saúde Desvio Rizzo, igualmente realizada em 8 de março. Entre as irregularidades verificadas estão remédios vencidos em janeiro deste ano, falta de medicamentos para atendimento de urgência, insuficiência de servidores para dar conta da demanda, falta de médico responsável técnico e de vacinas, entre outras. Fatos que levaram os fiscais a emitirem indicativo de interdição ética do posto de saúde.

FAZ DE CONTA

As irregularidades constatadas pelo relatório de fiscalização do Cremers na UPA Zona Norte, no mesmo dia em que foi negada a entrada dos fiscais na

obra do antigo postão 24h, demonstram que a gestão do pronto atendimento não é tão compartilhada com o Executivo, assim como prega o atual governo. Caso fosse, a comissão técnica que fiscaliza a prestação do serviço terceirizado pelo Município para o Instituto de Gestão e Humanização deveria ter apontado as irregularidades. O relatório do Cremers vem trazer aos olhos da sociedade a realidade que ocorre dentro do único pronto atendimento de urgência público de Caxias do Sul. O que corrobora as críticas e denúncias recorrentes, semanalmente, na Câmara de Vereadores, sobre a qualidade do atendimento da terceirizada. Pelos fatos expostos no documento, a fiscalização do Executivo sobre a terceirizada é ineficiente ou faz vistas grossas aos erros. Mesmo com a faca e o queijo na mão, nenhum parlamentar ainda se manifestou em pedir CPI ou qualquer outro procedimento investigatório da responsabilidade do Executivo pelas irregularidades.

PRIMEIRO DE MAIO

A Comissão de Constituição, Justiça e Legislação da Câmara de Vereadores realizará uma reunião pública sobre o Caso Magnabosco, no bairro Primeiro de Maio. O encontro está marcado para esta segunda-feira (25), às 19h, no Centro Comunitário. A finalidade é conversar com os moradores e relatar a viagem à Brasília, nos dias 19 e 20 de março, do presidente, vereador Adiló Didomenico/PTB, e do integrante Felipe Gremelmaier/MDB. Conforme Adiló, a intenção é tranquilizar a comunidade e falar sobre as ações do Legislativo com relação ao Caso Magnabosco.

BUON VIAGGIO

A comitiva do Executivo que celebrará o Pacto de Amizade entre Caxias e a cidade italiana de Corbola viaja neste domingo (24) para o país europeu. O roteiro de 14 dias será cumprido pelo chefe de gabinete da Prefeitura, Chico Guerra, e pela subprefeita de Galópolis, Ivete Marchi. Além de assinarem o documento do acordo - classificado como Pacto de Turismo pelo vereador Rafael Bueno/PDT, esta semana no Legislativo – os representantes do governo deverão conhecer o perfil econômico e produtivo da cidade de Polenise. A viagem custar mais de R$ 30 mil aos cofres do Município.





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