Política

APARTE

A expressão dita pela vereadora Paula Ioris/PSDB sobre a criação de uma frente de oposição a uma possível candidatura do prefeito Daniel Guerra à reeleição
01 de abril de 2019

A expressão dita pela vereadora Paula Ioris/PSDB sobre a criação de uma frente de oposição a uma possível candidatura do prefeito Daniel Guerra à reeleição resume uma estratégia, porém, parece estar longe de virar realidade. Faltando cerca de 20 meses para as eleições de 2020, boatos como a coligação PTB/PSDB – repetindo a dobradinha vitoriosa ao governo do Estado, em 2018 – conforme, Paula, nada tem de oficial. Contudo, muito se fala disso nos bastidores da Câmara de Vereadores, inclusive, de altos nomes da cúpula petebista.

Por outro lado, surgiu o nome do atual deputado estadual Neri, O Carteiro/SD, primeiro como um possível candidato a vice, agora como nome forte à chefia do Executivo. Outros partidos estão muito quietos. O PSB é um deles. Apesar de ser um dos mais fortes críticos do atual governo – não tem sessão que Alberto Meneguzzi e Eloi Frizzo deixem de se pronunciar contra a gestão de Guerra – o partido parece que cozinha a opinião pública, deixando em aberto a decisão entre concorrer sozinho ou se coligar com outra sigla. Em outra frente – de esquerda – tem o PT (de Denise Pessôa e Rodrigo Beltrão) e o PCdoB (de Renato Oliveira). Aliados de muitas campanhas, não se sabe qual seria a possível composição para as eleições do ano que vem.

Apesar de todas as cogitações, um fator poderá ser preponderante na definição das pré-candidaturas, logo no início do segundo trimestre de 2020: a abertura, na Lei Eleitoral, da janela para a troca de partido antes do pleito. Uma possível mudança de sigla poderá ser de Beltrão. No ano passado, depois de perder a eleição a deputado federal, ele chegou a manifestar interesse em deixar a agremiação. Em pelo menos dois outros partidos, também se sabe da intenção de troca de sigla.

 

TATI

 

Temas sobre saúde pública e segurança pautaram a reunião entre a vereadora Tatiane Frizzo/SD e o reitor da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Evaldo Kuiava, nesta sexta-feira (29). A parlamentar ressaltou a importância de ampliação da segurança no entorno da universidade e do custo elevado para manutenção do espaço. O aumento no registro de ocorrências na instituição motivaram a adoção de novas medidas. Conforme Kuiava, foram instaladas 340 câmeras para monitoramento. Segundo ele, outras intervenções planejadas pela UCS necessitam de alterações no Plano Diretor, cujo projeto tramita na Câmara de Vereadores e deve ser votado ainda este ano. Tatiane disse ser favorável ao pleito. "A UCS é um patrimônio de Caxias do Sul e precisamos criar as condições para que mais parcerias sejam realizadas e levem à comunidade o trabalho de qualidade que é desenvolvido. Coloquei o meu mandato à disposição para articular ações e projetos em todas as áreas", afirmou.

 

FALTA DE TUDO UM POUCO

 

Depois de ter reproduzido, na sessão da última quarta-feira (27), áudio que recebeu de uma servidora municipal de UBS, o vereador Alberto Meneguzzi/PSB resolveu encaminhar denúncia ao Ministério Público sobre o caso. Na conversa, a funcionária revela que faltam insumos, até mesmo como pilhas para equipamentos de verificação de sinais vitais nos postos de saúde do Município. O documento foi encaminhado à promotora Adriana Chesani. No documento, o socialista alega que o Executivo comete descaso com as UBSs. No áudio, a servidora conta que os próprios trabalhadores têm que comprar as pilhas para os equipamentos. Outra denúncia é de que, no inverno, por decreto municipal, os profissionais estão impedidos de tirar férias. “Os médicos e enfermeiros das UBSs estão adoecendo. Em vez de fortalecer a atenção básica, como foi prometido, as pessoas continuam sofrendo”, ressalta. Além das denúncias constantes sobre irregularidades na saúde pública, em três meses de ano legislativo, Meneguzzi apresentou 58 indicações ao Executivo, entre elas, a criação da Central de Atendimento ao Cidadão.